Tião e Nazaré participam de reposição de faixa e empossam secretários

Tião recebeu faixa de transição da filha Marihá Viana e do pai, Wildy Viana (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Tião recebeu faixa governamental da filha Marihá Viana e do pai, Wildy Viana (Foto: Sérgio Vale/Secom)

O governador Tião Viana e a vice-governadora Nazaré Araújo participaram na noite desta sexta-feira, 2, da cerimônia de reposição de faixa e ainda, deram posse ao novo secretariado que compõe a equipe de gestão 2015-2018. O ato foi realizado em frente ao Palácio Rio Branco.

A faixa foi entregue ao governador Tião Viana pela filha primogênita, Marihá Viana e pelo pai, Wildy Viana.

Em seguida, a secretária de Gestão Administrativa, Sawana Carvalho fez um pronunciamento em nome dos empossados. Ela agradeceu a confiança do governador e vice-governadora. Sawana destacou ainda, os avanços conquistados na primeira gestão de Tião Viana. Por fim, afirmou: “Vamos juntos fazer um Acre cada vez melhor e diferente”.

Governador Tião Viana e vice Nazaré Araújo iniciam gestão empossando os secretários que vão compor equipe de governo nos próximos quatro anos (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Governador Tião Viana e vice Nazaré Araújo iniciam gestão empossando os secretários que vão compor equipe de governo nos próximos quatro anos (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

A chefe da Casa Civil, pela segunda gestão consecutiva, Márcia Regina Pereira, também fez discurso em nome dos empossados. Márcia Regina revelou que era com emoção indescritível que estava em frente ao Palácio Rio Branco, símbolo do Estado, para renovar os votos de compromisso com o Acre e seu povo. A empossada destacou que a efusão do público presente na chegada do governador torna ainda mais firme esse compromisso.

Os filhos do governador, Virgílio Viana e Catarina Cândida fizeram apresentações em homenagem ao pai. Virgílio recitou um poema e Catarina tocou o Hino Acreano no piano.

Um momento da história do Acre

Por fim, o Tião Viana fez seu discurso declarando que aquela solenidade não era apenas um momento seu, nem da vice-governadora Nazaré Araújo. “É um momento da história, da história do Acre, da história da política, dos ideais, da realidade, da esperança e um momento da capacidade de traduzir o que é viver em comunidade”, afirmou.

Governador falou dos desafio para a próxima gestão (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Governador falou dos desafio para a próxima gestão (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Tião ressaltou que tem muito orgulho de cada um dos presentes na solenidade e lembrou um pensador que declarou “no dia a dia da vida não é o sentimento da felicidade que nos faz agradecidos, mas é o agradecimento que nos faz felizes”. Logo após a citação, Tião Viana expressou sua gratidão ao povo do Acre.

“Sou imensamente grato ao povo do Acre, a confiança de, por duas vezes, me honrar com a faixa de governador do Estado do Acre e ter constituído uma equipe tão maravilhosa como essa que está aqui. Duas vezes também me honraram com a eleição de Senador da República”.

O governador destacou em seu discurso que o Acre é proporcionalmente o estado onde há mais jovens nas universidades. O Acre também foi o Estado que mais ofertou vagas para o ensino profissionalizante e declarou que o desafio para os próximos quatro anos será zerar o analfabetismo entre os maiores de 15 anos. Destacou ainda as conquistas na área de industrialização, saneamento e pavimentação de ruas.

“O Acre que eu quero dividir com vocês é o Acre dos indicadores, do amor ao próximo, à vida. O Acre de uma comunidade das virtudes. Queria encerrar dizendo a essa equipe de governo: Exerçam o amor à vida. Exerçam a alegria no coração. Visitem cada pessoa que vocês possam. Dentro do trabalho, ao entrar deem bom dia a todos que estão ali, a todos que trabalham com vocês. Ao sair, agradeçam o dia que tiveram juntos. Caminhem pelos caminhos da humildade, da simplicidade, da verdade, do amor à vida e da alegria”.

Tião Viana encerrou seu discurso pedindo a Deus força para que, com apoio de sua equipe, daqui a quatro anos, ao lado de sua família, entregar às futuras gerações “um novo Acre, com os melhores indicadores e com a certeza de um futuro de oportunidade, de prosperidade para os que estão por vir. Sejamos felizes, firmes e comprometidos com a democracia e os melhores valores da ética”, finalizou.

Leia o discurso completo

Boa noite.

Quero expressar que este momento não é um momento meu, nem da Nazaré, apenas, nem de todos que estão aqui. Mas, é um momento da história, a história do Acre, da história da política, dos ideais, da realidade, um momento da esperança e, é um momento da capacidade de traduzir o que é viver em comunidade.

Tenho muito orgulho de todas as pessoas que estão aqui. Um grande pensador disse que ‘no dia a dia da vida não é o sentimento da felicidade que nos faz agradecidos, mas é o agradecimento que nos faz felizes’. E eu, sou imensamente grato, nunca pagarei ao povo do Acre a confiança, de, duas vezes, me honrar com a faixa de governador do Estado e ter constituído uma equipe tão maravilhosa, que está aqui. Duas vezes também me honrar com a eleição de Senador da República.

Quero dizer da minha felicidade de estar ao lado de familiares; de amigos; a minha esposa Marlúcia; o senador da República, Aníbal Diniz; ter ao meu lado e da Nazaré e do Luiz, o prefeito e querido amigo, Marcus Alexandre;  admirável desembargador Samuel Evangelista; querido amigo, presidente do Poder Legislativo, Élson Santiago; admirável procurador de Justiça do Estado, Oswaldo D’Albuquerque; meu querido amigo, Valmir Ribeiro, dirigente do Tribunal de Contas do Estado; deputado federal Alan Rick; querido amigo e sempre prefeito Angelim; a equipe de secretários que está aqui e secretárias; representantes dos setores da comunidade; da vida religiosa; da Igreja Católica; da comunidade evangélica; das comunidades espíritas e outros credos.

Quero expressar aqui alegria muito especial, em nome da história, de ver a nossa querida Maria Lúcia, mãe da Nazaré, estando aqui com seus irmãos, seus filhos, vendo uma página da história da democracia. A democracia que foi interrompida quando ele trazia todos os ideais de um jovem de 33 anos que queria o bem desse Estado e, que veio lá de Cruzeiro do Sul. José Augusto de Araújo.

Então, esse é um momento que é tradução de uma página da história. Daqui a quatro anos, outros estarão aqui. Alguém daqui (autoridades presentes) pode estar aqui e muitos daí (público) poderão estar aqui. A história é que vai dizer e a democracia é que vai falar mais alto.

Quero dizer a vocês que governar o Acre, com as lições de vida que aprendi na minha casa, essas marcaram o meu caráter e a minha personalidade. A tradução do que é ser simples, como virtude; do que é ser humilde; do que é ser trabalhador eu aprendi na escola chamada “minha casa”. Foi lá que eu aprendi essas lições. O sentimento de respeito pelas pessoas necessitadas, um olhar de caminhar na madrugada e socorrer pessoas dentro de áreas isoladas e trazer na chuva, nos braços, numa rede para tentar fazer algo de bom pelas pessoas, isso eu aprendi na minha casa.  A respeitar o dinheiro público e entender que dinheiro público uma pessoa pública deixa longe dela, sempre. Aprendi na minha casa esses valores. 

Para entender a sonhar com um Estado democrático fui levado às escolas da vida, para entender os sentidos dos valores da democracia. E aqui, nós estamos na lembrança de uma geração que oferece a sua contribuição à história. Dezesseis anos de um projeto de Estado conduzido pela Frente Popular, que não nos impede de olhar para a história e respeitar todos os governantes que passaram pelo Acre e que tinham boa-fé pública e que tinham vontade de fazer o melhor de si, desde a fundação do Estado do Acre.

Mas nós estamos aqui numa geração que mudou a realidade do Acre, que mudou as instituições, que ajudou de mãos dadas com a comunidade a construir virtudes e a confirmar valores para a democracia. Eu me orgulhos dos indicadores sociais do Acre. Tenho uma responsabilidade com essa equipe que está aqui hoje, constituída e nomeada, de levar adiante os destinos e as diretrizes do desenvolvimento.

Na área de saúde, que sejamos capazes de olhar o mais simples paciente quando ele põe os pés fora da sua casa e procura um serviço público de saúde, quando ele entra dentro de um hospital, quando ele entra dentro de um centro cirúrgico, quando ele está fazendo um exame sejamos capazes de traduzir o que ele espera e precisa de nós. Quando é um pai ou uma mãe que é vítima da violência; quando é um professor numa sala de aula com uma criança, sejamos capazes de entender os nossos desafios. Ir mais adiante ainda porque temos que mostrar.

Temos mais de 16 mil jovens fazendo inglês, francês, espanhol e italiano na rede pública de ensino. Somos o primeiro em qualidade da educação, da região Norte-Nordeste, do sexto ao nono ano somos o terceiro em qualidade da educação no Brasil, alcançamos as metas de 2017. Somos o Estado que tem o maior número de jovens presentes nas universidades em termos proporcionais. Fomos o Estado que mais ofertou vagas para o ensino profissionalizante.

Nós temos a constituição de 13 distritos industriais nos municípios do Estado, quando assumimos já tínhamos outros três e hoje temos 13. Somos o terceiro Estado com melhor distribuição de renda entre sua população, com menor desigualdade. Somos o Estado que cresce 7% ao ano, tem 35% ao ano de investimento público nos últimos cinco anos.

Sabemos dos desafios que temos pela frente. Convergir três grandes diretrizes: conservação dos recursos naturais, o desenvolvimento e a qualidade de vida. Unir essas três ideias para pensarmos um Estado do amanhã. A capacidade nossa de converter o Estado num Estado industrializado, com incorporação de tecnologia, a capacidade de olharmos para o setor produtivo rural e olharmos que ali está se constituindo e se afirmando a qualidade de vida para os trabalhadores rurais e a política de abastecimento.

Romper com o preconceito de dizerem que o isolamento do Rio Madeira mostrou que o Acre produz pouco. Sessenta em cinco dias de isolamento, meus amigos. Deixemos São Paulo 20 dias sem receber suprimentos dos outros Estados para ver qual vai ser a realidade do Estado de São Paulo. Vamos elevar a autoestima do povo do Acre, da nossa capacidade de trabalho e a nossa coragem. Vamos mostrar que nós somos um povo trabalhador e que vamos superar as fronteiras que se impõem como desafio as futuras gerações. Vamos afirmar a autoestima e mostrar que se há uma relação de confiança, de companheirismo, de fé pública, de boa-fé, nós vamos nos defender juntos e distantes na caminhada dos valores da democracia. Porque o Acre das melhores lições é de um povo que tem a capacidade de traduzir a sua generosidade.

Se eu tivesse que escolher uma palavra para traduzir o Acre, que eu nasci e cresci e amo junto com a minha família, eu diria a palavra hospitalidade. É o Estado que mais as pessoas sabem acolher as outras que eu já conheci. Ouvi isso de uma amiga libanesa, me dizendo: Tião eu conheço o mundo inteiro e nunca vi tanta hospitalidade como no Acre.

Aqui, até bem pouco tempo, quando você batia palma na casa de alguém a pessoa dizia: Entra e vem comer com a gente. Vem tomar um café. Essa é a característica generosa do povo do Acre que sabe ser amigo. É um povo que tem os melhores traços de acolhimento e isso é herança da imigração nordestina, da união do libanês, do italiano, do africano, do afro-caribenho, das pessoas que vieram de Portugal, como a minha família materna veio; dos meus avós que um veio da Paraíba e um bisavô materno que veio de Aracati, no Ceará. Nós somos a criação de todos. Os pais da minha esposa são de Goiás. O Acre é a reunião de tanta gente. Do povo brasileiro e do povo imigrante. Sejamos capazes de traduzir isso em alegria, em esperança, em boa-fé, na caminhada da vivência com a comunidade.

Se eu pudesse traduzir para vocês a amplitude da boa vontade do governo, minha e que eu sei que é dessa equipe que eu me orgulho tanto, me orgulho tanto de todos , tenho a mais alta confiança em todos, como a Nazaré tem junto comigo nessa equipe, eu diria que o amor que vou dedicar nesses quatro anos ao Acre  o amor que eu tenho pela Marlúcia, pelo Virgílio, pela Catarina, pela Marihá, pelo Davi que está na barriguinha da Marhiá, que está vindo em março e pelo Bruno que faz parte da minha família, da Silvinha, dos meus familiares, maternos e paternos. O Jorge Viana não está aqui porque está numa missão em Brasília, também sua história. O governador Binho Marques também passou aqui nesse projeto e temos nós aqui para dar o melhor de nós com a ajuda de Deus.

Eu quero dizer que a visão e palavras e valores é muito importante. A palavra simplicidade precisa ser mais vivida por todos nós. A palavra verdade tem que ser sempre vivida com radicalidade e a frase amor ao próximo tem que ser o grande ideário de quem acredita na espiritualidade e acredita no amor.

Aqui é um ambiente que a comunidade se encontra. Eu venho dançar no Senadinho de vez em quando, mesmo que o Panelada diga que eu não danço bem, porque eu estou aprendendo com a Marlúcia a dançar melhor. Ser simples é afirmar o seu exemplo.

Quando criança, eu nasci aqui pertinho do Palácio Rio Branco, depois a minha segunda casa foi na Rua Quintino Bocaiúva, ao lado do Colégio Acreano, quantas vezes eu fugia dos meus pais e vinha tomar banho nessa piscina que a era a Fonte Luminosa. Um banho escondido da Guarda Territorial, que a gente vinha fazer aqui. Aquilo era a visão da simplicidade.

Uma vez, a  primeira vez que eu me lembro que subi no Palácio, foi com um amigo chamado Elídio. Eu era o pior jogador de futebol do mundo e sou até hoje, insisto em jogar, mas sou o pior. Viemos para pedir um jogo de camisa para o vice-governador Alberto Costa. Pedi o jogo de camisas a ele. Não sei nem como ele recebeu dois meninos de nove anos. Ele conseguiu nos dar o jogo de camisa do Brasil. Naquele dia eu passei a ter poder porque eu não tinha vagas nos times quando ia jogar no campo do Vasco, mas com aquele jogo de camisa eu entrava em campo e jogava um pouco porque eu era muito ruim no jogo. Ali eu vi que eu era bom de conversa porque eu convenci, aos nove anos, um vice-governador a me dar uma camisa do Brasil pra eu poder restituir os meus sonhos de jogador.

Então, a vida em comunidade, a vida simples é isso. A gente não tem que falar em ostentação, em poder, em distância entre governo e pessoas. A gente tem que estar simples, viajando, indo aos municípios. São 300 comunidades isoladas no Estado do Acre que esperam de nós, algumas foram esquecidas pela história e nós temos que resgatá-las. Não queiram saber a alegria no coração que eu e o César Messias temos de estar lá no Rio Liberdade com a equipe de governo entregando R$ 4,2 milhões em equipamentos aos moradores da reserva. O testemunho deles de esperança porque recebem a presença do Estado. Nós reafirmarmos o compromisso de fazer ali a mais linda escola rural que a gente possa fazer, no Acre, para aquelas crianças. Os pedidos daquela comunidade são bonitos e simples. Nós estamos ofertando cinco escolas de ensino médio para os índios de Santa Rosa, às margens do Purus. Nós estarmos dobrando os salários dos professores indígenas. Nós temos um Estado que ousa.

Eu dividi uma utopia com a equipe de governo: zerarmos o analfabetismo em maiores de 15 anos nos próximos quatro anos para sermos o primeiro Estado da região Norde-Nordeste  a zerar o analfabetismo em maiores de 15 anos. Essa é uma missão que envolve coragem e amor à vida. É isso que nós queremos dividir, ideais. Pensar no futuro. Pensar diferente, romper preconceitos e visões condicionadas de futuros e sonhos. Imaginar que a juventude pode mudar seus conceitos, seus princípios. Quantos jovens vão ficar no tempo perdido? Não atravessarão as fronteiras dos ideais e das superações porque vão ficar a vida toda dizendo: O que podem fazer por mim? Mas, na hora que o jovem disser: O que eu posso fazer por mim. Aí ele vai atravessar qualquer fronteira e qualquer barreira, porque ele vai acreditar nele. Ele vai lutar por ele e ele vai constituir por ele.

Então, esse Acre que eu quero dividir com vocês. O Acre dos indicadores, do amor à vida. O Acre de uma comunidade das virtudes. Queria encerrar dizendo a essa equipe de governo: Exerçam o amor à vida. Exerçam a alegria no coração. Visitem cada pessoa que vocês possam. Dentro do trabalho, ao entrar deem bom dia a todos que estão ali, a todos que trabalham com vocês. Ao sair, agradeçam o dia que tiveram juntos. Caminhem pelos caminhos da humildade, da simplicidade, da verdade, do amor à vida e da alegria. Então, em nome da história, em nome do Governo do Povo do Acre, daqui a quatro anos, eu peço a Deus que me dê forças com essa equipe maravilhosa, com a minha família, de entregar às futuras gerações um novo Acre, com os melhores indicadores e com a certeza de um futuro de oportunidades, de prosperidade para os que estão por vir. Sejamos felizes, firmes e comprometidos com a democracia e os melhores valores da ética.

Muito obrigado.