Segunda etapa da Operação Guerra Contra a Dengue começa nas escolas

Mais de 75 mil estudantes serão agentes multiplicadores no combate aos vetores do mosquito em residências e estabelecimentos de ensino

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“Prevenção sim, dengue, não!” é com esse slogan que o governador Tião Viana, a secretária de Saúde, Suely Melo, o secretário de Educação, Daniel Zen e o prefeito Raimundo Angelim lançaram a segunda etapa da guerra contra a dengue nesta quarta-feira (Foto: Angela Peres/Secom)

“Prevenção sim, dengue, não!”. É com esse slogan que o governador Tião Viana, a secretária de Saúde, Suely Melo, o secretário de Educação e Esporte, Daniel Zen, e o prefeito Raimundo Angelim lançaram a segunda etapa da guerra contra a dengue nesta quarta-feira, 31, na escola Armando Nogueira.

Mesmo a Região Amazônica registrando um período de estiagem e que, portanto, não há água acumulando em poças e outros locais, a secretária de Saúde observa que neste período em que não há constantes chuvas é que o mosquito encontra locais para depositar suas larvas.

“Em muitas casas as pessoas armazenam água devido à estiagem, mas elas se esquecem de manter os locais tampados. É justamente isso que nós queremos evitar, e por isso fizemos uma parceria com a Secretaria de Educação, que tem total apoio do governador Tião Viana”, explica Suely Melo.

Juntas, Sesacre e SEE desenvolveram um projeto que envolve alunos do ensino fundamental e diretores de escolas públicas para que esses jovens sejam atuantes no combate aos criadouros do aedes aegypti.

“Não há lugar mais apropriado para se trabalhar a educação e a prevenção do que nas escolas. Por isso, a princípio, esse projeto contempla mais de 88 escolas, que representam mais de 78 mil alunos envolvidos. O objetivo do projeto é formar agentes multiplicadores. Vamos capacitar nossos alunos para que eles estejam aptos na metodologia de combate ao mosquito. Por isso, é muito importante esse envolvimento de alunos e professores”, declarou Daniel Zen.

Suely Melo ressalta que o trabalho preventivo de combate à dengue é necessário e que deve resultar na eliminação de vetores do mosquito. A secretária lembra que no começo de 2011 o Acre registrava um “boom” de notificações de dengue.

“Nós não queremos repetir isso. Com essa campanha de prevenção, teremos apenas um problema para resolver, que é a redução da densidade vetorial do mosquito. No último levantamento do índice de infestação predial, nós identificamos que ainda há 4,3 de densidade vetorial dentro dos domicílios. Isso significa que quando começarem as chuvas esse número pode dobrar”, afirmou a secretária.

Prevenção pela vida

O governador Tião Viana observa que, apesar da “vitória contra a dengue no primeiro tempo”, quando foi lançada a campanha no início de sua gestão, a sociedade e os governos precisam se manter vigilantes, para que no próximo período de inverno amazônico não seja registrado um crescimento alarmante da doença e dessa forma vidas sejam preservadas.

“Nós conquistamos um resultado formidável em favor do povo do nosso Acre porque naquele período havia o risco de perda de muitas vidas. Mas agora a luta chega ao seu segundo tempo, que sempre é muito longo. Agora essa é uma luta da sociedade e do Poder Público.

Desta vez nós temos como carro-chefe o aluno, que vai fazer a sua revolução e salvar vidas combatendo os criadouros. Todos nós seremos responsáveis pela vitória desse segundo tempo contra a dengue”, disse o governador.

O prefeito Raimundo Angelim ponderou que a população é uma forte aliada para evitar que cada lar não dê espaço para que o aedes aegypti encontre locais para se reproduzir.

“Tenho observado pela cidade que têm muitos moradores deixando suas caixas d’águas abertas, muitos recipientes com água parada, e não podemos deixar isso acontecer. Precisamos nos manter vigilantes. Meu apelo é para que a população nos ajude a vencer essa guerra contra a dengue. Sem o apoio da população, nós não conseguiremos combater essa doença”, alertou o prefeito de Rio Branco.

Como funcionará o apoio dos alunos

De acordo com Suely Melo, os alunos que participam desse projeto piloto vão identificar se na residência deles há o mosquito, quais são os depósitos que servem de criadouros para o mosquito, e vão remover esses criadouros.

Nos casos em que não for possível o aluno fazer a remoção do criadouro o estudante deverá desenhar o local para que a direção da escola solicite a visita de um agente de endemias para que se desloque ao local indicado e remova aquele criadouro de mosquitos.

Daniel Zen revela que os alunos também vão desenvolver um trabalho de montagem de armadilhas caseiras nas escolas e em suas residências. O secretário conta que será uma engenhoca elaborada a partir de garrafas pet, que já inclui neste ato um trabalho de reaproveitamento do lixo, tornando-o reciclável.

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