Secretarias se unem para implantar sistema de captação de água em escolas rurais, indígenas, ribeirinhas e urbanas

Em centenas de escolas rurais do país, a falta de água potável, assim como de outros serviços básicos que garantem energia e saneamento básico, são fatores que contribuem para o fechamento das escolas, assim como para a baixa taxa de aprovação e a elevação do índice de evasão escolar.

Pensando em melhorias para a qualidade de ensino, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) se une à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) para garantir recursos e beneficiar escolas rurais, indígenas, ribeirinhas e urbanas, por meio do programa Cisternas nas Escolas, do governo federal.

O projeto para participar do programa já está pronto e, segundo o secretário de Infraestrutura, Ítalo Medeiros, estima-se que irá beneficiar 550 escolas em todo o estado, além da gerar até três mil postos diretos de trabalho. “Serão investidos R$ 86 milhões, a serem distribuídos em seis estados da região Norte e já estamos nos preparando para ganhar tempo e garantir o investimento na realização dos trabalhos”, explicou.

Gestores de uniram para debater sobre o projeto nesta terça-feira, 20, na Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) Foto: Jean Lopes

O Projeto “Cisternas nas Escolas” abrange instituições de ensino que não possuem acesso a água e que foram mapeadas pelo governo federal. Essa lista inclui as escolas localizadas em aldeias indígenas, zona rural, urbanas e até em comunidades quilombolas. O objetivo é levar água tratada através da construção de uma cisterna de 52 mil litros, como tecnologia social para armazenamento da água de chuva. A chegada da água na escola tem um significado especial porque possibilita o pleno funcionamento deste espaço de aprendizado e convivência mesmo nos períodos mais secos.

Mauro Cruz foi à Brasília apresentar o projeto para participar do programa. Foto: Jean Lopes

“Temos um problema sério, sobretudo na área de zona rural que carece de água potável e já era uma preocupação do estado. Foi por esse motivo que fomos na semana passada até Brasília, para apresentar o nosso projeto e tornar nossas escolas mais autossustentável. Precisamos avançar e tirar do final da fila aqueles que durante muito tempo não foram atendidos e colocá-los no centro, elevando a qualidade de ensino e melhorias no ambiente escolar”, contribuiu o secretário de educação, Mauro Cruz.

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter