Operação Álcool Zero pretende mudar a consciência dos condutores

Bebida e direção têm sido a principal causa de acidentes fatais no Estado

Os pontos de abordagens são escolhidos de maneira estratégica, visando atingir as áreas onde há maior ocorrência de acidentes envolvendo condutores alcoolizados (Foto:Assessoria Detran)
Os pontos de abordagens são escolhidos de maneira estratégica, visando atingir as áreas onde há maior ocorrência de acidentes envolvendo condutores alcoolizados (Foto:Assessoria Detran)

Os pontos de abordagens são escolhidos de maneira estratégica, visando atingir as áreas onde há maior ocorrência de acidentes envolvendo condutores alcoolizados (Foto:Assessoria Detran)

A necessidade de educar os motoristas de forma preventiva com o objetivo principal de evitar a condução de veículos por condutores sob efeito de álcool trouxe à tona no Acre, desde março de 2011, blitzen de fiscalização nas vias públicas, ou simplesmente Operação Álcool Zero. Essa é uma ação do governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Polícia Militar e Secretaria de Estado de Segurança Pública, além da Superintendência Municipal de Trânsito (RBTrans).

Os pontos de abordagens são escolhidos de maneira estratégica, visando atingir as áreas onde há maior ocorrência de acidentes envolvendo condutores alcoolizados. Além disso, as equipes de fiscalização priorizam também os locais de maior tráfego de pessoas, as quais saem especialmente nos fins de semana para se divertir, muitas vezes abusando na ingestão de bebidas alcoólicas e provocando acidentes à direção de veículos.

Segundo dados da Seção de Análise Criminal do Comando de Policiamento Ostensivo (CPO-I), até o final do mês de outubro, 12.114 veículos foram abordados durante as operações e 1.036 pessoas, autuadas por dirigir sob a influência de álcool. Além disso, 1.077 carteiras de habilitação foram recolhidas, 607 veículos removidos e 5.063 testes do etilométricos foram realizados.

“Para prevenir os acidentes de trânsito, nós temos a consciência de que a Operação Álcool Zero não é suficiente. Mas outras ações de fiscalização com foco no excesso de velocidade, motoristas sem habilitação, falando ao celular, dirigindo sem atenção e outras imprudências praticadas com investimentos na engenharia e educação de trânsito, vão conseguir nos levar a resultados cada vez mais positivos”, afirma a diretora-geral do Detran, Sawana Carvalho.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) foi alterado em agosto de 2008, e entre as modificações que mais geraram polêmica está a proibição do consumo de quantidade de bebida alcoólica superior a 0,1 miligramas de álcool por litro de ar expelido no exame do bafômetro por condutores de veículos. A partir de então, o condutor flagrado sob influência de álcool estaria sujeito a pena de multa R$ 957,70, sete pontos na habilitação e suspensão do direito de dirigir por 12 meses e até a pena de detenção, dependendo dos níveis de álcool por litro de sangue.

Os condutores que praticam o crime de trânsito (acima de 0,29 miligramas de álcool por litro de ar expelido), além das penalidades administrativas, devem pagar fiança de até R$ 1.200 e responder a processo que pode ensejar em seis meses a três anos de reclusão.

Álcool é o maior causador de acidentes fatais no Estado

Desde novembro deste ano, a equipe de estatística do Detran já visitou 56 famílias de vítimas de acidente com óbito em Rio Branco. Com o estudo realizado, pôde-se perceber que a embriaguez tem sido a principal causa de acidentes fatais, seguido do excesso de velocidade, falta de atenção dos pedestres e imprudência.

A pesquisa também constatou que a maioria das vítimas estava na faixa etária de 30 a 59 anos, seguidos dos jovens, de 18 a 29 anos. Além disso, 60% dos causadores dos acidentes com vítimas são os próprios que vieram a óbito, ou seja, o condutor que causou o acidente morreu.

De acordo com a coordenadora estadual de estatística, Flávia Coutinho, as visitas foram muito importantes, já que representam, de certa forma, uma função social. “Além disso, as famílias podem nos conceder maiores informações das histórias por trás dos acidentes e também as prováveis causas”, conta.

A partir desse estudo, resolveu-se intensificar as atividades de fiscalização, principalmente com a proximidade das festas de Natal e Ano-Novo, quando o consumo de bebidas tende a aumentar. Dessa forma, as ações da Álcool Zero devem ser aliadas a outras tipicamente executadas no final do ano, como é o caso da Operação Papai Noel, da Polícia Civil.

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