Investimentos do Governo do Estado em obras públicas dinamizam indústria no Acre

No restante do país, IBGE registra desempenho ruim da indústria no último trimestre de 2008, o pior dos últimos 13 anos

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Economista Carlos Estevão credita crescimento da economia à execução de obras públicas (Foto: Angela Peres/Secom)

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João Salomão diz que obras previstas para este ano deixam Acre com dificuldades menores que outros Estados do Centro-Sul (Foto: Angela Peres/Secom)

O crescimento de 20% a 30% registrado pela indústria acreana em 2008 pode se repetir este ano impulsionado pelo setor de construção civil. O motivador dos índices positivos da economia do Acre, avaliado pelo nível de empregos criados no período, é o volume de obras públicas realizadas e previstas para 2009, fruto de investimentos do Governo do Estado com recursos do Governo Federal por meio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Esse fenômeno segue fluxo contrário ao da indústria brasileira, que fechou o último trimestre do ano com queda nos indicadores após crescer nos primeiros meses em ritmo acelerado.

O economista Carlos Estevão, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), explica que no Estado o efeito da crise econômica não foi sentido porque é nesse período que, naturalmente, há uma redução nos índices de crescimento da indústria motivada pelo período invernoso. "Como é a construção civil que puxa esses números para cima, nesse período de chuvas há um impacto no setor que se reflete no emprego e na renda", diz.

Para o economista, são as obras de infraestrutura do Governo do Estado que mantêm o ritmo de desenvolvimento da economia mesmo com a crise. "Se a construção civil continuar dinâmica, a indústria no Acre vai continuar crescendo", avalia.

Em 2009, os setores de madeira e móveis e alimentação, importantes em todo o ano de 2008, devem se apresentar ainda em expansão. 

Manutenção dos repasses do Governo Federal para as obras previstas e investimentos próprios do Estado são os motivos citados pelo presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), João Francisco Salomão, para que o Estado tenha dificuldades menores que outros do Centro-Sul do país.

"Com todas essas obras que não havia antes e que continuam, devemos ter um crescimento acima da média dos outros Estados. A hidrelétrica do Madeira passa a ter influência também dentro da nossa economia. Por isso, a gente entende que o ano de 2009 tem tudo para ser tão bom quanto 2008 nesse setor."