Governo organiza atividades de combate à exploração sexual de jovens

Vice-governadora Nazareth Araújo é quem organiza ações para o dia 18 de maio (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Vice-governadora Nazareth Araújo é quem organiza ações para o dia 18 de maio (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

No dia 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado, e os agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos. A data ficou instituída como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

E com a aproximação da data, a vice-governadora Nazareth Araújo reuniu na tarde desta sexta-feira, 6, diversos representantes de entidades governamentais, jurídicas e da sociedade civil para discutir uma agenda de programação voltada ao combate da exploração sexual de jovens.

A ideia é de que cada entidade realize uma ação direcionada dia 18 de maio, de preferência pela manhã, enquanto à tarde todos participarão de um workshop para discutir ações conjuntas para todo o ano.

No fim do dia, haverá um grande evento no Palácio Rio Branco, que também envolverá as comemorações do Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

“Queremos que isso vá além da data, mas com a organização de um cronograma que faça com que a gente se reúna mais vezes por ano para discutir medidas voltadas a essa temática. Precisamos acabar com essa cultura de abuso que ainda existe”, conta a vice-governadora.

A representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), Claudia de Paoli, ressalta que, com um tema tão delicado, o envolvimento é essencial. “É um tema difícil de tratar, por ser um problema silencioso. Por isso, queremos que os servidores de cada secretaria do governo sejam envolvidos para dar visibilidade no combate.”

Já o representante da Secretaria de Estado de Polícia Civil, Josemar Pontes, explica que as ações devem ser voltadas principalmente para que haja denúncias de violência contra crianças e adolescentes, pois as investigações nesse segmento não são fáceis. “Já participei de diversas ações no 18 de maio, que é um dia simbólico, mas com um significado muito forte, de um trabalho de combate que não pode parar nunca”, comentou.