Em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), por meio da Divisão de Programas Especiais, realizou nesta terça-feira, 7, no auditório da própria secretaria, uma formação dentro do Programa Aprender é o Caminho.

A capacitação foi direcionada aos formadores e assessores pedagógicos da Divisão de Ensino Fundamental, anos finais, da própria SEE e teve como finalidade fortalecer o programa que trabalha no combate à distorção idade/série, sobretudo dos alunos que estão no sétimo ano.

O Programa Aprender é o Caminho tem o aval do Conselho Estadual de Educação (CEE) por meio da Resolução 61/2020 e funciona, atualmente, em 13 escolas de Rio Branco, além de turmas existentes em Sena Madureira e também em Plácido de Castro. Mais de 600 alunos são atendidos.

De acordo com a chefe da Divisão de Programas Especiais da SEE, Hémila Oliveira, o programa atende exclusivamente alunos do sétimo ano e tem uma proposta pedagógica e curricular própria. Ao todo são quatro professores à frente de cada turma, por área de conhecimento.

Formação foi voltada para assessores pedagógicos da SEE. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Devido a pandemia, durante os dois anos em que ficamos parados tivemos muita evasão escolar e com isso aumentou o número de alunos em distorção e, enquanto Estado, temos a obrigação de estar ofertando o programa, sem falar que existe uma organização, um currículo próprio, pensado e trabalhado por área de conhecimento”, explicou.

Hémila destaca, ainda, que a parceria com o Unicef é fundamental, na medida em que o aluno que está em distorção idade/série tem algum histórico de perda, uma vulnerabilidade social a qual precisa de uma olhar mais atencioso. “Precisa de um cuidado, de um acompanhamento diferenciado e o Unicef vem munir nossa equipe de formadores”, afirma.

O Programa Aprender é o Caminho é composto por uma etapa única, onde no período de um ano, o aluno faz o 7º e 8º anos dentro de uma carga horária de 800 horas/aula, por intermédio de um currículo específico, pensado e organizado para esse público de forma que não haja perdas das habilidades mínimas exigidas. Quando aprovado, o aluno vai direto para o 9º,  para corrigir a distorção.