Abertura de novas empresas cresce 15% no Acre em 2014

Secretário-geral da Junta Comercial do Acre falou sobre aumento na criação de novas empresas e as novas regras para fechar as portas (Foto: Luciano Pontes/Secom)
Secretário-geral da Junta Comercial do Acre falou sobre aumento na criação de novas empresas e as novas regras para fechar as portas (Foto: Luciano Pontes/Secom)

Mais de 1.200 novas empresas acreanas foram criadas ao longo do ano passado. Os dados foram divulgados pela Junta Comercial do Acre e representam um crescimento de 15%, segundo o assessor técnico, João Batista Queiroz.

“São empresas em todas as modalidades. Inclusive, formação de consórcios, que têm como finalidade a execução de obras. Então a economia do Acre permanece ativa”, afirmou João Batista.

Todo fim de ano, a Junta Comercial edita seu relatório estatístico. Muitas vezes, empresas que já fecharam as portas em anos anteriores, mas não tinham procurado o órgão para realizar o cancelamento à época, acabam entrando neste relatório. O que não quer dizer necessariamente que essas empresas abriram falência no ano em que procuraram a Junta.

“Existem 400 empresas que cancelaram seus cadastros na Junta Comercial em 2014, mas, muitas vezes, elas já fecharam as portas há anos, mas ainda constam como ativas na Junta, que é um órgão cartorial e precisa ser provocado para atualizar essa situação. Ou seja, em 2014 não houve empresas que decretaram falência no Acre, mas sim que registraram cancelamento”, disse José Edson Figueiredo Dantas, secretário-geral da Junta Comercial.

Sobre o novo procedimento para fechamento de empresas

Em relação às empresas em processo de cancelamento, hoje, as novas regras criadas em 2014 possibilitam um tratamento favorável para essas empresas serem fechadas. Por exemplo, para cancelar uma empresa atualmente não é necessário apresentar certidões negativas de débitos tributários, previdenciários e trabalhistas.

“Hoje, essas pessoas estão procurando a Junta Comercial para fazer o cancelamento da sua empresa que, muitas vezes, já havia fechado há anos. Tendo em vista essa facilitação”, afirmou Edson Dantas.

A não obrigatoriedade das certidões reduz os procedimentos burocráticos e também os gastos para os empreendedores fecharem as portas, além de tornar mais ágil o atendimento junto aos órgãos de registros.