Empresário paulista conhece cadeia produtiva do café acreano

Equipe da Seap apresenta investimentos na produção de café a empresário paulista (Foto: Leônidas Badaró)
Equipe da Seap apresenta investimentos na produção de café a empresário paulista (Foto: Leônidas Badaró)

Os investimentos do governo do Estado na cadeia produtiva do café foram apresentados a um empresário da cidade de Franca, interior de São Paulo, com larga experiência na produção e comercialização do produto.

O coordenador da Cadeia Produtiva do Café na Secretaria Estadual de Agropecuária (Seap), Rômulo Brando, foi o responsável por apresentar as ações que o governo acreano tem investido para aumentar a produção do grão no estado.

O primeiro fator que justifica os investimentos é atender o consumo interno. Segundo levantamento da Seap, seriam necessários oito mil hectares de café para garantir a demanda interna dos acreanos. Atualmente, são dois mil hectares de plantio de café.

Outro fator é a qualidade das áreas de terra no estado. Com acompanhamento técnico, plantio, colheita, armazenamento e processamento nas épocas corretas, o produto acreano tem todas as condições de competir com os grãos cultivados em outros estados. “Precisamos ter esse olhar completo da cadeia produtiva do café. A gente tem trabalhado atento ao mercado, da colheita até a comercialização”, destaca Brando.

Qualidade do grão e certificação

Produtores rurais recebem mudas de café e agradecem parceria do governo do Estado (Foto: Edna Medeiros)
Produtores rurais recebem mudas de café e agradecem parceria do governo do Estado (Foto: Edna Medeiros)

José Alexandre Ribeiro, empresário do ramo de café, tem vasta experiência com o grão e também é especialista em produtos orgânicos.  Durante seis anos foi presidente da Associação Brasileira de Orgânicos. Ele destaca que esse nicho de mercado a cada dia atrai mais clientes que querem produtos livres de agrotóxicos, que não prejudicam a saúde e respeitam o meio ambiente.

“Estamos falando de um mercado que, com ou sem crise, cresce todos os anos cerca de 30%. Hoje o mundo inteiro tem interesse por produtos orgânicos. Nós não conseguimos atender a demanda”, afirma.

Para que um produto seja comprovadamente orgânico, é necessário um processo de certificação. Hoje existem diversas empresas certificadoras atuando no país.

Segundo o empresário, como no Acre os agricultores ainda usam poucos produtos químicos, é interessante o investimento para a certificação da produção agrícola. “É interessante, até porque não é só o café que tem espaço nesse mercado. Açaí, cupuaçu e outros produtos atraem o interesse dos consumidores conscientes em todo o mundo”, explica.

Como primeira ação para uma futura parceria comercial com o empresário, a Seap vai enviar amostras de café cultivadas no estado, para terem sua qualidade analisada.

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