Fortalecimento das cooperativas reanima produtores e aquece economia

O governo já investiu quase R$ 10 milhões em apoio às atividades produtivas desenvolvidas pelas cooperativas (Foto: Arison Jardim/Secom)
Governo já investiu quase R$ 10 milhões em apoio às atividades produtivas desenvolvidas pelas cooperativas (Foto: Arison Jardim/Secom)

Desde 2011, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Florestal da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), iniciou um trabalho de fortalecimento das cooperativas e associações, por meio de convênios, apoio técnico e de gestão.

“Antes os produtores não tinham interesse em plantar produtos como frutas e legumes, porque não dava lucro e não tinham meios para vender na cidade. Agora eles plantam porque a cooperativa vai comprar na porta da casa deles.”

Reginaldo Rodrigues, diretor financeiro da Central de Cooperativas de Produtores de Cruzeiro do Sul

Dezenas de organizações de trabalhadores se regularizaram, fortaleceram-se dentro de suas categorias e se uniram em forma de centrais – união de mais de uma cooperativa com um único CNPJ.

Dessa forma, facilitou a ajuda governamental, e muitas cooperativas, principalmente de produtores e extrativistas, passaram a ver seus negócios ganhando asas e seus produtos ganhando mercado.

Central de Cooperativa tem receita de mais de R$ 2 milhões

Um exemplo de sucesso é a Central de Cooperativas de Produtores de Cruzeiro do Sul, que possui em sua composição duas cooperativas de farinha, uma de feijão e outra de coco de murmuru. Juntas, elas chegam a movimentar mais de R$ 2 milhões por ano.

Só de banana a cooperativa vai fornecer para as escolas 80 toneladas e de feijão 28 mil quilos, produtos que vão sair das propriedades rurais do Juruá.

 Reginaldo Rodrigues,  ressalta importância do modelo de organização para atingir resultados positivos (Foto: Cedida)
Reginaldo Rodrigues ressalta a importância do modelo de organização para atingir resultados positivos (Foto: Cedida)

Segundo Reginaldo Rodrigues, diretor financeiro da instituição, duas grandes ações do governo garantiram esse “salto de crescimento”. Primeiro foi o novo modelo de organização, e segundo a chamada pública, em que o governo convoca cooperativas e associações para fornecer alimentos oriundos da agricultura familiar para a merenda escolar, isso fez com que os produtores se animassem para produzir.

“A certeza da venda fez aumentar a produção na região, e isso deixou os agricultores animados. Antes eles não tinham interesse em plantar produtos como frutas e legumes, porque não dava lucro e não tinham meios para vender na cidade. Agora eles plantam porque a cooperativa vai comprar na porta da casa deles”, afirma.

Também foram garantidos dois caminhões, capital de giro e reforma da sede da central e da Cageacre, onde toneladas de farinha e de feijão são empacotadas mensalmente, agregando valor ao produto. Para 2015, a receita da Central deve dobrar, pois a lista de produtos para a merenda escolar mais que duplicou. Só de banana a cooperativa vai fornecer para as escolas 80 toneladas, e de feijão, 28 mil quilos, produtos que vão sair das propriedades rurais do Juruá.

Depois desses investimentos do governo do Estado e com o novo modelo de gestão implantado, a farinha foi o produto que apresentou maior valorização – a saca de 50 quilos chegou a ser comercializada a R$ 200.

Farinha está os produtos mais valorizados depois da adoção de novas ações (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Farinha está entre os produtos mais valorizados depois da adoção de novas ações (Foto: Sérgio Vale/Secom)

“A farinha chegou a esse valor porque o atravessador perdeu a preferência, a cooperativa entrou no mercado oferecendo ao produtor um preço mais competitivo, isso obrigou o atravessador a aumentar a oferta. No segundo momento o preço se manteve devido à alta procura”, explica Reginaldo.

Para o secretário da Sedens, Edvaldo Magalhães, o novo modelo de gestão facilitou o destino de incentivos, ajudou a desenvolver o cooperativismo, e principalmente estimulou a produção de produtos regionais.

“A participação da Cooperativa no negócio fez com que o produtor encontrasse mais uma alternativa para a comercialização do seu produto, abrindo perspectiva de melhora no preço em função da concorrência na compra. O que antes era combinado passou a ser disputado. Choque de concorrência. Ganho para o produtor”, explica Edvaldo.

 

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