WWF e governo discutem novas fontes de energia renovável para o Acre

(Foto: Bruno Pacífico/IMC)
Encontro foi realizado no Hotel Best Western, em Rio Branco (Foto: Bruno Pacífico/IMC)

O Acre vem se destacando com uma economia pautada na sustentabilidade, que tem apresentado crescimento. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2014, na comparação com 2013, o estado ficou entre os cinco da federação que obtiveram a maior taxa de crescimento no Produto Interno Bruto (PIB).

No levantamento, o Acre aparece com um crescimento de 4,4% de sua economia, ao mesmo tempo que se observa a sua propagação demográfica. O desafio para o abastecimento de energia elétrica na região, que hoje utiliza usinas a óleo diesel e combustível, de modo a suprir a necessidades dos locais não abastecidos pelo SIN (Sistema de Integração Nacional), passar ser maior a partir disso.

As fontes de energias renováveis são realidades próximas e estudadas pela WWF e pelo governo do Estado. Elas não apenas suprem a demanda de energia elétrica, como também geram a redução da emissão de carbono e do efeito estufa no planeta.

Para debater essas tecnologias, a WWF e o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC) promoveram nesta sexta-feira, 2, a oficina “Alternativas Energéticas para a Economia Sustentável no Acre”. O encontro foi realizado no Hotel Best Western, em Rio Branco.

“A ideia aqui é que as pessoas possam ter mais conhecimento sobre as possibilidades de uso de energia renovável no Acre, a fim de que a gente possa reforçar o processo de transição da nossa economia”, explicou Vera Reis, diretora-técnica do IMC.

Segundo o engenheiro elétrico de mudanças climáticas da WWF Ricardo Fujii, o Acre agrega várias possibilidades de energia renovável. “A própria energia solar no Acre é muito viável. Tem ainda a biomassa, que envolve atividades produtivas, de agricultura e manejo florestal. Dá para produzir energia com uso de resíduos florestais e agrícolas”, ressaltou.

De acordo com os estudos da WWF, 100 milhões de pessoas na América Latina não têm acesso a energia, enquanto a Amazônia possui um potencial grande de geração de energia renovável e limpa.

Para o analista de conservação Francisco Kennedy de Souza, as novas fontes energéticas consolidam o modelo florestal de desenvolvimento sustentável do Acre. “A floresta pode ser como base de fornecimento de biomassa para geração de uma energia alternativa, que contribui com o desenvolvimento sustentável, reduz as emissões de gases e capitaliza uma economia verde no estado”, afirmou.