Ciência

Túnel da Mulher exalta trabalhos feitos por cientistas femininas

A falta de mulheres na ciência é um problema que ainda é enfrentado pelo Brasil e pelo mundo. Segundo dados da Unesco, apenas 30% dos pesquisadores do mundo são mulheres.

Lugar de mulher é onde ela quiser. E principalmente na ciência. Pensando nisso, a Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) preparou o espaço Túnel da Mulher, com o intuito de mostrar trabalhos de mulheres que têm e tiveram impacto na evolução da ciência e da tecnologia regional, nacional e internacional, durante a Semana Estadual de Ciência e Tecnologia 2019.

Um dos coordenadores da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, Gabriel Ribeiro, da Seict, explica que ainda existe um problema cultural na sociedade, de achar que esta área de pesquisa deve ser, predominantemente, masculina. E espaços como esses são necessários para romper esse pensamento.

“Muitas vezes, cria-se um perfil de que essas áreas científicas são muito masculinas e que somente homens podem ocupar esse espaço. E não é. É um espaço de todos, principalmente das mulheres, e elas, muitas vezes, realizam trabalhos na área, mas não são divulgados da mesma forma como os dos homens são. Por exemplo, o primeiro programador do mundo, que realizou programas em uma máquina, não foi um homem, foi uma mulher. Porém, ela não é reconhecida”, conta o coordenador.

Danielle Maria, engenheira mecânica e empresária acreana. Foto: Assessoria.

Tomando como base a representatividade, a Seict trouxe exemplos de mulheres que dedicaram sua vida à ciência no Acre, a fim de incentivar meninas, crianças e mulheres a entrarem nesse mundo e desenvolverem novas pesquisas em ciência e tecnologia.

O espaço conta as histórias das mulheres ribeirinhas artesãs, da parteira acreana Maria Zenaide, da pesquisadora da Universidade Federal do Acre Nayra Claudinne, da grande cientista brasileira Lydia da Veiga Pereira, e da engenheira mecânica e empresária Daniella Maria, trazendo grandes exemplos, em diferentes áreas científicas.

Ainda no Túnel da Mulher, os visitantes puderam ouvir as histórias contadas por essas personagens, em um fone de ouvido disponibilizados para quem entrasse no stand.

Espaço dedicado à cientista brasileira Lygia da Veiga Pereira, professora da USP. Foto: Assessoria

Ao final da visitação, o visitante se depara com o espaço de projeção mapeada, no qual ele pode assistir um curta sobre as principais leis de Newton e Einstein, além de ver a história da americana Katie Bouman, responsável pela primeira imagem de um buraco negro na história.

Espaço de projeção mapeada. Foto: Assessoria.

A Seict continuará apresentando esses e outros trabalhos durante todo evento, de 7h30 às 17h30.