Sena Madureira se despede de seu santo, padre Paolino Baldassari

A população de Sena Madureira dá seu último adeus a Padre Paolino (Foto: Arison Jardim/Secom)
A população de Sena Madureira dá seu último adeus a Padre Paolino (Foto: Arison Jardim/Secom)

Em meio a palmas, gritos de “esse é nosso padre” e muita emoção, Sena Madureira se despede, a partir deste sábado, 9, de seu consagrado padre Paolino Baldassari. O então jovem fugido das mãos do autoritarismo de Mussolini na Itália, Paolino chegou ao Acre, passou pelas cidades de Brasileia, Boca do Acre e se estabeleceu em Sena Madureira, até que no último 8 de abril recebeu o chamado divino.

Após ser velado em Rio Branco nesta manhã, o corpo do padre chegou a Sena Madureira em cortejo, levado pelo Corpo de Bombeiros. A grande reunião de carros, motos, bicicletas e pessoas a pé percorreu as ruas da cidade com destino a Igreja Nossa Senhora da Conceição, onde uma grande quantidade de pessoas esperavam.

Membro da Ordem Servos de Maria, mensageiro de sua dignidade e humildade, Paolino deixou em cada acreano a mensagem de que é preciso cuidar daqueles que mais precisam, estender a mão aos desamparados, sua grande missão. As comunidades rurais foram sua casa por semanas sem fim, Cazumbá, Icuriã, as cabeceiras do Rio Iaco, rios Caeté, Macauã e Purus exibem marcas de seu trabalho até hoje. Paolino fazia 300 quilômetros de “desobrigas” por ano, levando a evangelização e cidadania.

Membro da Ordem Servos de Maria, mensageiro de sua dignidade e humildade, Paolino deixou em cada acreano a mensagem de que é preciso cuidar daqueles que mais precisam, estender a mão aos desamparados, sua grande missão. As comunidades rurais foram sua casa por semanas sem fim, Cazumbá, Icuriã, as cabeceiras do Rio Iaco, rios Caeté, Macauã e Purus exibem marcas de seu trabalho até hoje. Paolino fazia 300 quilômetros de “desobrigas” por ano, levando a evangelização e cidadania.

Publicado por Tião Viana em Sábado, 9 de abril de 2016

Em conversa com o governador Tião Viana, quando perguntado como era ser um santo vivo, Paolino, imerso em sua humildade falou: “Tião, não sou santo, pois santo já não tem medo. Eu ainda tenho medo”. Emocionado, ao lado do caixão no presbítero da igreja, Tião relembrou a conversa e disse que agora o amigo Paolino não teria mais medo: “Agora ele santificou plenamente. Ele estará presente com sua misericórdia e com sua fé, transmitindo muita coisa bonita para Sena Madureira. Ele, sozinho, foi responsável pela construção de mais de 50 escolas”.

Aguardando os fiéis que vêm das mais longínquas colocações, a igreja estará aberta para as despedias neste sábado, o domingo todo e pela manhã de segunda-feira, 11, dia em que será sepultado às 9h. O padre José, seu companheiro no sacerdócio em Sena Madureira também deixou sua mensagem: “Ele foi muito feliz, por passar todas as tempestades que passou e seguir vivo para poder levar sua fé a quem precisasse. Que possamos seguir seu exemplo”.

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