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Risco de casos de leptospirose e acidentes com animais peçonhentos preocupa equipe de zoonoses

Com a vazante dos rios depois das cheias ocorridas no Acre, o risco de surgirem casos de leptospirose aumenta. É o que alerta o chefe do  Núcleo de Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, Euzir Costa. Biólogo de formação, Costa diz que é no período pós-enchente que costuma ocorrer a contaminação de doenças como a leptospirose.

A leptospirose é causada pelo contato com água contaminada pela urina do rato. Nos dois primeiros meses de 2021, segundo Euzir, foram registrados 39 casos da doença no Acre, mas, segundo ele, nenhum está relacionado às  cheias recentes. “É muito precoce a gente afirmar que alguns desses casos estejam relacionados com as cheias, porque leva até duas semanas para a doença se manifestar”, esclarece.

A leptospirose é causada pelo contato com água contaminada pela urina do rato. Fotos: Odair Leal/Secom

Porém, observa ele, é justamente nesse período que é necessário um acompanhamento e orientação. Nas cidades onde houve enchente, equipes do Núcleo de Zoonoses estão visitando abrigos para orientar sobre os riscos e as medidas que precisam ser adotadas para evitar a doença. O mesmo trabalho vem sendo feito com relação a acidentes com animais peçonhentos.

“A cheia empurra esses animais para bem próximo das casas. Cobras e escorpiões são comumente encontrados em residências durante e após a alagação. Em parceria com o Corpo de Bombeiros, estamos realizando um trabalho educativo para orientar no retorno seguro para as casas”, informa Costa.

De acordo com levantamento do Núcleo de Zoonoses, entre janeiro e fevereiro de 2021 foram registrados 48 casos de acidentes com animais peçonhentos, todos na zona rural dos municípios, sem nenhuma ligação com as enchentes.

Casos de Leptospirose por município

Rio Branco – 22

Cruzeiro do Sul – 9

Brasileia – 2

Manoel Urbano – 1

Epitaciolândia – 1

Plácido de Castro – 1

Porto Acre – 1

Santa Rosa – 1

Porto Valter – 1