ressocialização

Projeto Presídios Leitores incentiva reintegração social da pessoa presa em Cruzeiro do Sul

Com a inauguração da biblioteca da Unidade Penitenciária Feminina Guimarães Lima, de Cruzeiro do Sul, o governo do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), realiza mais uma ação para remissão de pena e ressocialização do apenado.

O evento foi realizado nesta quinta-feira, 3, com a presença de representantes do governo do Estado, do Poder Judiciário, membros do Instituto Federal do Acre e de outras autoridades. No local será desenvolvido o projeto Presídios Leitores que tem como slogan “A liberdade passa pela leitura”.

Projeto Presídios Leitores promove direitos e garantias sociais a apenados. Foto: cedida

O objetivo é potencializar o trabalho de impacto social. “Tivemos recursos próprios para reforma, ampliação e pintura na estrutura física da biblioteca do presídio feminino. Além disso, recebemos doações das bibliotecas do estado e estamos com projetos para aquisição de mais livros”, disse o diretor da unidade penitenciária do Vale do Juruá, Elves Barros. 

Diretor da unidade prisional do Vale do Juruá, Elves Barros, e a coordenadora do projeto e pesquisadora da Ufac, Maria José Morais. Foto: cedida

O programa já atende mais de 120 apenados. “Estamos com bons resultados nessa ação. A gestão tem se esforçado para promover o acesso à prestação básica aos direitos, inclusive na assistência educacional para os apenados”, enfatizou Glauber Feitoza, presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre e da Polícia Penal.

Inauguração da biblioteca. Foto: cedida

“O Presídios Leitores surgiu na Ufac  [Universidade Federal do Acre], a partir de um grupo de pesquisa, mas hoje existe em colaboração com outras instituições”, explica a coordenadora do projeto e professora da Ufac, Maria José Morais.

O programa possibilita o combate à ociosidade vivida nos presídios. O juiz de direito do Tribunal de Justiça do Acre, Flávio Mariano, afirma: “O projeto tenta contribuir para um processo de humanização no contexto prisional, além de trazer esperança para os apenados”.