Produzir é a marca do governo Tião Viana – artigo

Foto: Arison Jardim/Secom
A criação de frangos também está recebendo incentivo governamental (Foto: Arison Jardim/Secom)

“Nem parece que estamos numa crise econômica das piores já ocorridas em todo o país”, declarou segunda-feira, 4, o titular da pasta de Extensão Agroflorestal de Produção Familiar (Seaprof), Glenilson Figueiredo, durante exposição das ações que vem desenvolvendo com os trabalhadores do meio rural do Acre. “A produção é a marca do atual governo”, acrescentou, feliz com os resultados.

De fato, os dados  contidos num relatório de acompanhamento de execução de programas e operações de crédito não falam de crise, mas de cadeias produtivas sustentáveis e diversificação de atividades que envolvem dezenas de milhares de trabalhadores nos 22 municípios acreanos.

Recentemente, o Acre obteve no Congresso Nacional aprovação para contratar, junto ao Banco Mundial, um empréstimo de R$ 500 milhões. Esse valor começa a ser aplicado na produção diversificada e familiar.

(Foto: Arquivo Secom)
A cadeia produtiva do açaí está se firmando (Foto: Arquivo Secom)

Nos últimos anos, o governador Tião Viana tem se empenhado em  ampliar a produção, aproveitando, principalmente, as áreas já degradadas. Dessa forma o estado tem saído da dificuldade e constrangimento de ter que importar desde a melancia à banana e os ovos de granja de outras praças. Em vez disso, exporta esses produtos e outros como o peixe, a castanha, o frango e o suíno.

As cadeias produtivas sustentáveis compõem a principal estratégia da nova economia acreana. Três delas já estão completas e funcionando com sucesso: a Acreaves e a Dom Porquito, sediadas em Brasileia; e a Peixes da Amazônia, com sede em Rio Branco. Trata-se de empreendimentos em cuja constituição entram governo, empresa e comunidade.

A parte que cabe aos comunitários é criar pintos, suínos e peixes para abastecer as fábricas. Eles recebem os animais, a ração e a assistência técnica do projeto e entram com sua força de trabalho, sua propriedade e  atenção para obter renda e crescer na atividade. Nos três casos, as famílias envolvidas com a produção em cadeia conseguem rendimento expressivo a cada 45 dias, com a perspectiva de consorciar  e ampliar seu pequeno, mas rentável negócio.

As possibilidades com experimento de novas cadeias produtivas são infinitas. O governo estimula ao mesmo tempo o plantio de açaí, bambu, coco e  café, por exemplo, além da exploração sustentável da madeira certificada, dos óleos da floresta e do  mel de abelha silvestre. Também avança na exploração da castanha do Brasil e do látex com valor agregado.

Investimento e empregos

Os números de investimento e empregos gerados são animadores. A Acreaves investiu nos últimos três anos R$ 51 milhões, beneficiando duas mil famílias, com a previsão de alcançar 6 mil até 2018. Sua produção de frangos e derivados já conquistou a preferência dos consumidores locais e se amplia em outras localidades. Veja outros exemplos:

(Foto: Luciano Pontes/Secom)
O pescado é beneficiado no complexo Peixes da Amazônia (Foto: Luciano Pontes/Secom)

Peixes da Amazônia – O complexo instalado nas proximidades de Rio Branco possui central de produção de alevinos, fábrica de ração e frigorífico para beneficiamento do pescado. Nos últimos três anos investiu R$ 70 milhões e outros R$ 35 milhões serão aplicados até 2018. Até lá o projeto vai absorver 320 empregos diretos, 1.200 indiretos e beneficiar 2.500 famílias de criadores cadastrados. A qualidade de sua produção já conquistou mercados como o Pão de Açúcar, de São Paulo, que contrata até quatro carretas por mês com toneladas de peixes de várias espécies.

Dom Porquito – Inaugurado este ano, o projeto já aplicou R$ 85 milhões e prevê mais R$ 43 milhões nos próximos três anos. Mantém 250 empregos diretos e 790 indiretos que atingirão 1.000 e 4.000, respectivamente, beneficiando 6 mil famílias. Tal qual a Peixes da Amazônia, já conquistou o mercado interno e tem propostas de exportação para o Peru, Bolívia, Estados Unidos e México.

Outros empreendimentos : Soar Madeira – investimento de R$ 1,5 milhões e 200 famílias beneficiadas; Coperbiscoito – cooperativa de biscoitos de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, envolvendo 40 famílias; Juruá Peixes – também em Cruzeiro do Sul, com investimento de R$ 14,5 milhões, gerando 150 empregos diretos e 4.000 indiretos; Cordeiros da Amazônia – investimento de R$ 3,7 milhões (previsão de R$ 21 milhões até 1918), com 120 empregos diretos e 1.900 famílias beneficiadas.

Valor do extrativismo

(Foto: Diego Gurgel/Secom)
A Cooperacre fomenta o beneficiamento da castanha e outros produtos da floresta (Foto: Diego Gurgel/Secom)

O governador apoia com entusiasmo a Cooperacre, cooperativa de extrativistas  que cresce com o beneficiamento da castanha do Brasil e outros produtos da floresta, e já conta com três modernas usinas de beneficiamento construídas pelo governo. A atividade assegura ao Acre a condição de segundo maior produtor de castanha do mundo, ficando atrás apenas do Amazonas.

Da mesma forma, a fábrica de preservativos masculinos Natex, construída em Xapuri, agregou valor ao látex e se tornou um projeto vitorioso, beneficiando mais de 700 famílias de seringueiros que recebem até R$ 8 reais por litro entregue à usina. A fábrica fornece anualmente um milhão de preservativos ao Ministério da Saúde, deve duplicar a produção e ampliar a fábrica para produzir também  luvas cirúrgicas.

Quanto ao açaí, é uma nova economia que surge com muita força no estado e envolve milhares de famílias extrativistas na capital e no interior. Recentemente, o governo distribuiu cem mil mudas para uma tribo indígena do município de Tarauacá, e outro tanto está sendo plantado em presídios do interior. Ao todo já foram distribuídas 600 mil mudas, com proposta de duplicação da área plantada até em áreas indígenas.

Enquanto isso, seguem os contatos com técnicos e empresários chineses, que se mostram interessados no bambu do Acre. O estado possui a segunda maior floresta de bambu do mundo, estimada em 4 milhões de hectares, perdendo apenas para a China, que tem 5 milhões.