Prêmio Chico Mendes homenageia legado do líder seringueiro

O governador Tião Viana entregou a 11ª edição do Prêmio aos três vencedores do ano (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Governador Tião Viana entregou a 11ª edição do Prêmio aos três vencedores do ano (Foto: Sérgio Vale/Secom)

O governo do Estado, com patrocínio da Caixa Econômica Federal, entregou na noite desta segunda-feira, 15, na Praça Povos da Floresta, mais uma edição do Prêmio Chico Mendes. Os vencedores deste ano foram o mestre e doutor em agronomia Manoel Pereira de Andrade, por iniciativa nacional, o seringueiro e artesão José Rodrigues de Araújo, o “Doutor Borracha”, por iniciativa estadual,  e a Cooperativa dos Criadores de Abelhas do Estado do Acre (Acremel), por iniciativa comunitária, rural e florestal.

Conferido anualmente pelo governo do Estado, por intermédio da Fundação Elias Mansour (FEM), o Prêmio Chico Mendes de Florestania, criado em 2004 pelo então governador Jorge Viana, tem por finalidade reconhecer e estimular as atividades, programas, ações e iniciativas que têm como objetivo consolidar o conceito de florestania. Os três premiados recebem o Certificado de Reconhecimento e o troféu Castanha de Bronze, criado a partir de madeira certificada. Além desses prêmios, à Acremel foi conferido o valor de R$ 10 mil para fomento da atividade.

O governador Tião Viana esteve presente ao evento e lembrou que o projeto de governo vigente é baseado na sustentabilidade, preceito defendido por Chico Mendes, cujos ideais foram espalhados pelo mundo inteiro. “A nossa responsabilidade é enorme. Que nós, enquanto governo, possamos fazer a nossa parte, mas também todas as pessoas. Só na Reserva Chico Mendes investimos R$ 28 milhões – para os povos indígenas são R$ 40 milhões. E cada ano faremos uma homenagem especial para o legado que Chico deixou”, disse o governador.

finalidade reconhecer e estimular as atividades, programas, ações e iniciativas que têm como objetivo consolidar o conceito de florestania (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Finalidade é reconhecer e estimular as atividades, programas, ações e iniciativas que têm como objetivo consolidar o conceito de florestania (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Representando a família do líder seringueiro, a filha Ângela Mendes lembrou que neste dia Chico Mendes completaria 70 anos de idade. “Esse prêmio é uma prova de que os sonhos de meu pai são possíveis. O que ele deixou para nós não pode deixar de existir”, conta Ângela.

Manoel Pereira de Andrade, que realizou um grande trabalho de defesa ambiental se apoiando nas ideias de Chico Mendes, infelizmente não pôde comparecer ao prêmio. Falando em seu nome, o amigo de Chico, Gumercindo Rodrigues, recebeu a premiação e lembrou: “Há 26 anos nós estávamos comemorando o aniversário dele lá em Xapuri. Foi um momento simples, mas especial, e pouco tempo depois ele seria morto. Quero convocar todos para manter os ideais de Chico Mendes agora e para as gerações futuras, nossos filhos e nossos netos”.

Saiba mais sobre os vencedores.

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