Porto Acre comemora o fim da Revolução Acreana

24 de janeiro, data histórica do fim do conflito e nascimento do município

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O prefeito, José Maria, reafirmou o compromisso histórico de Porto Acre, cidade comemora aniversário junto com o fim da Revolução Acreana (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Há 108 anos, na região que se tornaria Porto Acre, no dia 24 de janeiro, acreanos liderados por Plácido de Castro e bolivianos do outro lado viviam os últimos momentos das batalhas da Revolução Acreana, quando finalmente Puerto Alonso se rendeu e hasteou sua bandeira branca. Hoje, a cidade de Porto Acre parou para comemorar essa importante data para todos os acreanos, que marca a data de nascimento do Estado do Acre.

Durante as comemorações e homenagens, Abrahin Farhat, o Lhé, representante da Confraria da Revolução Acreana, explicou: “Durante a manhã, há 108 anos, Porto Acre era um fogaréu de balas de canhão e apenas às 18 horas o lado boliviano levantou sua bandeira branca”. Durante a Revolução Acreana, em 6 de agosto de 1902, o militar gaúcho José Plácido de Castro foi enviado ao Acre pelo governador Silvério Néri e iniciou a revolução. Os revolucionários tomaram toda a região, exceto Puerto Alonso, que se rendeu somente em 24 de janeiro de 1903, data que marca o fim das batalhas.

Após esse momento, Plácido de Castro decretou o Estado Independente do Acre, transformando a região por um curto período de tempo num país independente. “Somos o único povo que lutou para ser brasileiro. Porto Acre é a cidade que tem a certidão de nascimento do Acre”, relembra Lhé. Os detalhes sobre a história da Revolução Acreana talvez sejam pouco conhecidos até pelos próprios acreanos, mas ainda assim fascinam quem a conhece, como um escritor espanhol que se dedicou a escrever uma obra que retrata a história de Galvez, chamada "Estrela Solitária".

O prefeito de Porto Acre, José Maria, reafirmou o compromisso histórico de Porto Acre, cidade que também comemora seu aniversário junto com o fim da Revolução Acreana. “Temos que construir e contar ainda mais essa importante história”, resumiu. Até janeiro de 2012, Porto Acre deve receber o Museu da Revolução, que, além de retratar os fatos da Revolução Acreana e manter um acervo que conte essa história, também reconstruirá as trincheiras das batalhas.

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Sala memória guarda preciosidades como pedaços da corrente utilizada para tentar afundar o navio do coronel Plácido de Castro (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

 

Um livro, uma homenagem

A solenidade de comemoração do fim da Revolução Acreana também contou com a presença do poeta e escritor de cordel Elias Rosendo, que lançou seu livro "A Conquista do Coronel Plácido de Castro". Com quase 90 anos, Elias Rosendo escreveu essa obra recheada de poemas sobre os momentos marcantes da revolução e destacou seu maior personagem. “Foi aqui que tentaram derrubar o navio do Plácido de Castro com uma corrente atravessando o rio. Muita gente morreu para realizar esse sonho”, conta o poeta.

Também foi realizada uma homenagem a outro herói da revolução, o militar Francisco José dos Bastos, o Capitão Carioca. Uma placa em sua homenagem foi erguida, relembrando todos aqueles que lutaram para que o Acre fosse incorporado ao Brasil. Porto Acre realizou atividades esportivas durante todo o dia para comemorar o fim da Revolução Acreana.

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