PM acreano comandará Missão de Paz da ONU

KINPARA

O tenente-coronel Marcos Kinpara foi habilitado para servir à Organização das Nações Unidas (ONU) em uma missão de paz no continente africano. O militar acreano assumirá a função de comandante do contingente brasileiro em Juba, capital do Sudão do Sul.

Mais bem colocado entre diversos policiais do Brasil, Kinpara esteve na preparação durante quatro meses no Rio de Janeiro. Ele é categórico ao expressar o significado do feito na sua vida e explica que, independentemente da presença do Exército no local, sua missão é de polícia, e não pode ser confundida.

“É um serviço de aconselhamento e planejamento da segurança pública, com o desenvolvimento de projetos de polícia comunitária e de defesa dos direitos humanos da população. Para mim, essa é uma realização de vida. Sempre quis participar de algo assim. Não foi fácil, mas hoje realizo este sonho.”

Além de possuir nível superior em Letras/Inglês, Kinpara é bacharel em Direito e Segurança Pública. O oficial também já fez cursos de aperfeiçoamento no Japão e nos Estados Unidos.

O reconhecimento profissional

O comandante-geral da PM, coronel Júlio César, considera Kinpara um profissional extremamente dedicado e capacitado. “Em nosso Estado, não há policial mais preparado para assumir tal desafio. Profissional de currículo invejável, ele merece essa oportunidade, e tenho certeza de que irá representar a corporação e a sociedade acreana da melhor forma possível”, afirmou.

O tenente-coronel embarca para o Sudão do Sul nesta quinta-feira, 21. Lá, ele recebe seu último treinamento para reconhecimento e adaptação ao local. Posteriormente, assume as responsabilidades junto às Forças de Paz da ONU em Juba.

Você conhece o Sudão do Sul?

É um país da África que fazia parte do Sudão até 2011, quando se tornou independente e virou outra nação. Sua capital é Juba e tem mais de 11 milhões de habitantes, com área de 644.330 quilômetros quadrados.

Herdou, com a independência, muitos problemas sociais, financeiros e um intenso conflito armado com o norte pela disputa de regiões ricas em petróleo. Além disso, o Sudão do Sul é basicamente composto por povos cristãos e animistas, que não aceitam a dominação política e legislativa dos povos do norte, de maioria islâmica. Esse conflito já dura 12 anos.