Pesquisa revela redução na prevalência do tabagismo em Rio Branco

O cigarro causa a mutação das células e pode produzir câncer, doenças pulmonares, cardiorrespiratórias e cardiovasculares (Foto: Arquivo/Secom)
O cigarro causa a mutação das células e pode produzir câncer, doenças pulmonares, cardiorrespiratórias e cardiovasculares (Foto: Arquivo/Secom)

O cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias tóxicas e está associado a 25% dos casos de morte por angina e infarto do miocárdio, 85% dos óbitos por bronquite e enfisema pulmonar e 90% dos casos de câncer no pulmão. Com o objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 31 de maio como o Dia Mundial Sem Tabaco.

Para 2015, a OMS definiu o tema “Fim do comércio ilegal de produtos de tabaco” para ser trabalhado internacionalmente. Isso porque o comércio ilícito de produtos do tabaco é uma grande preocupação internacional, incluindo áreas como saúde, economia, governança e corrupção.

Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontam que nos últimos nove anos o número de fumantes caiu em 30,7% no Brasil. (Confira aqui a pesquisa).

A pesquisa revela ainda que, entre os anos de 2006 a 2014, na capital acreana houve redução de aproximadamente 50% na prevalência de tabagismo em adultos maiores de 18 anos. Quando comparado por sexo, a população masculina lidera com 60% da redução.

Já em relação ao número de fumantes, a Vigitel aponta que em Rio Branco 9,7% da população é fumantes.

Serviços oferecidos no Estado

A redução no consumo é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo governo Federal, em parceria com estados e municípios.

No Acre, 19 municípios estão cadastrados para ofertar o tratamento das pessoas que queiram deixar de fumar, desses 11 estão com equipes capacitadas e habilitadas para realizar o tratamento do fumante.

Segundo a OMS, o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo. “Os usuários de tabaco têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão quando comparados aos não fumantes, embora alguns outros fatores de risco estejam associados”, explicou responsável pela área técnica do tabagismo, Silene Alves.