“O Acre é um laboratório de conhecimento”, afirma diretora do GCF Global

Em meio aos problemas globais relacionados à mudança do clima e o aquecimento global, o Acre se destaca nesse cenário por impulsionar e promover um modelo de gestão produtiva diversificada de base sustentável, que agrega prosperidade econômica com valorização do capital natural, justiça social, com melhoria da saúde e educação, geração de emprego e renda e conservação dos recursos naturais.

“O Acre é um laboratório de conhecimento”, afirma a diretora do GCF (Foto: Arquivo Secom)

Esse exemplo de desenvolvimento sustentável foi enfatizado pela diretora da Força-Tarefa de Governadores para Clima e Florestas (GCF), Colleen Lyons, durante a reunião de transição dos governadores da Amazônia brasileira. Utilizando o estado como referência, Colleen afirmou que “o Acre é um laboratório de conhecimento” e que suas experiências inovadoras e pioneiras devem ser apresentadas para aos demais estados da Amazônia.

Localizado na Região Norte do país, o estado tem apresentado resiliência e superado uma das maiores crises econômicas e financeiras, com a manutenção de investimentos direcionados ao setor produtivo rural e florestal, incluindo expansão da área industrial, ao mesmo tempo que reduz a taxa de desmatamento e contribui para o equilíbrio do clima no planeta.

“A participação do Acre no GCF foi muito importante. Parabenizo o estado por sua liderança e ensinamentos. Tião Viana foi um grande líder, proporcionou ao GCF verdadeiras aulas. É muito importante que outras regiões se espelhem se apropriem das experiências exitosas do Acre”, endossou Colleen Lyons.

Investimentos e resultados

Com 87% de floresta nativa e políticas produtivas norteadas pelo Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) – instrumento estratégico de gestão do território e pactuação entre o governo e os diversos segmentos da sociedade –, o Acre foi o primeiro no mundo a executar o Programa Global REM (REDD Early Movers – pioneiros na conservação), financiado pelo Banco KfW.

A iniciativa visa à redução das emissões de gases de efeito estufa por meio da compensação de serviços prestados pelos sistemas de produção sustentáveis, bem como áreas protegidas. O governo investe na manutenção da floresta em pé ao mesmo tempo em que incentiva atividades econômicas que promovem a prosperidade socioeconômica e que contribuem com o equilíbrio do clima, sobretudo, em relação ao aquecimento global.

O êxito desse modelo de gestão pode ser facilmente constatado na melhoria de indicadores econômicos locais, como o Produto Interno Bruto (PIB), por exemplo, que nas últimas duas décadas saltou de aproximadamente $ 1 bilhão para R$ 14 bilhões.

Ao mesmo tempo em que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) cresceu 78% devido aos investimentos que o governo fez na área de saneamento básico em todos os municípios, em especial nos de difícil acesso, que no passado estavam entre os piores IDH do Brasil, educação, saúde, produção.

De 2011 a 2018, o estado executou 4,23 bilhões. Só na gestão de Tião Viana, foi investido aproximadamente de R$ 1 bilhão no setor de economia sustentável, o que permitiu um crescimento considerável da produção, além de sua organização. Hoje, na Região Norte, o Acre é o maior produtor de carne suína e o segundo em produção de mandioca e castanha-do-brasil.

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