Aposentada Ceci Fernandes, moradora vizinha ao Sítio Histórico, aluga barcos para passeio e já vê futuro promissor (Foto: Arison Jardim/Secom)
Aposentada Ceci Fernandes, moradora vizinha ao Sítio Histórico, aluga barcos para passeio e já vê futuro promissor (Foto: Arison Jardim/Secom)

O Sítio Histórico Quixadá, totalmente revitalizado e aberto para visitação pública na manhã da última quinta-feira, 23, guarda parte da história acreana, o lugar faz o visitante voltar aos tempos da Revolução Acreana. Às margens do Rio Acre e palco de inúmeras batalhas pela posse dessa terra, o espaço foi integralmente conservado e garante uma viagem pelos seringais da época.

“Agora a gente já pode receber bem os turistas. Isso aqui ficou uma maravilha”

Adalcimar Fernandes, morador

O trabalho de revitalização pelo governo e empresários vai abrigar, além da área de turismo cultural, restaurante, brinquedoteca, trilha para caminhada, redário, museu e passeio de canoa. A economia local também será aquecida, cerca de 50 famílias serão beneficiadas direta e indiretamente com o turismo comunitário, onde os visitantes podem interagir com o lugar e as famílias do entorno.

Adalcimar Fernandes mora há 48 anos no local e conhece, como poucos, cada pedaço do Quixadá. Casado e pai de três filhos, sempre trabalhou com a agricultura familiar e vê com grande expectativa a abertura do local para visitação. “Essa estrutura nos permite atender melhor os visitantes. Esse apoio do governo vai melhorar a vida das pessoas e mudar a economia do local. Eu vou cuidar do museu porque gosto da história desse lugar, aqui nasci e me criei e não pretendo deixá-lo”, afirmou.

Adalgisa Ferreira, conhecida pelos dotes culinários, há 30 anos é figura presente no centro histórico. Atualmente é administradora do restaurante e da pousada que funcionam no local. “Estou muito feliz com o investimento que o governo fez aqui. Nós nunca tivemos recurso para melhorar esse espaço. Os turistas vêm aqui sempre, eles gostam de conhecer as histórias, de conversar e, claro, da nossa culinária”, disse Adalgisa ao lembrar que só esta semana já preparou mais de 60 frangos caipiras.

No restaurante, Adalgisa Ferreira garante um ótimo almoço a base de galinha caipira (Foto: Arison Jardim/Secom)
No restaurante, Adalgisa Ferreira garante um ótimo almoço a base de galinha caipira (Foto: Arison Jardim/Secom)

“Tem coisas que a gente guarda na memória e nunca esquece. E tenho muitas lembranças boas aqui do Quixadá”

Ceci Fernandes, moradora

O trajeto do centro da capital ao Quixadá dura cerca de 30 minutos. Passamos por quatro bairros e por cinco igarapés que cruzam as zonas urbana e rural de Rio Branco e desaguam no Rio Acre. A estrutura montada no local tem capacidade para atender mais de cem pessoas por dia, o restaurante e a pousada funcionam todos os dias da semana. Além do museu e da igreja de Nossa Senhora do Rosário, aberta para visitação e com missas todos os domingos.

A aposentada Ceci Fernandes tem a pesca como atividade preferida. Todos os dias ela sobe e desce o Rio Acre em uma pequena canoa na companhia da neta. Acreana de coração, a amazonense veio para Rio Branco com apenas oito anos de idade e desde então mora no Quixadá. “Eu achei maravilhoso esse trabalho que o governo fez aqui, pois valoriza os ribeirinhos e os moradores da região. Gosto daqui e de morar perto do rio, ele dá tudo que a gente precisa. Planto, pesco, converso com as pessoas e vivo bem. Daqui eu só saio quando for a vontade de Deus”, declarou Ceci.

Rota de acesso ao Sítio Histórico Quixadá

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