Mutirão de cirurgias do Into-RJ realiza mais de 20 procedimentos

O paciente José Gonçalves da Silva se recupera bem e conta que segue as orientações médicas para, em breve, retornar a Xapuri (Foto: Nayanne Santana/Sesacre)
José Gonçalves Oliveira se recupera bem e conta que segue as orientações médicas, para em breve retornar a Xapuri (Foto: Sesacre)

Há 10 anos a parceria entre o governo do Estado com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) do Rio de Janeiro, na realização de mutirões de cirurgias, tem possibilitado que pacientes que precisam passar por procedimentos cirúrgicos no joelho ou quadris sejam atendidos no Acre.  Ao longo dos anos, a equipe do Into já atendeu mais de 700 pacientes.

Nesta semana, mais um mutirão está sendo realizado no Hospital das Clínicas de Rio Branco (HC). O médico anestesista José Luiz Ramalho, da equipe do Into, explica que os pacientes atendidos foram selecionados por meio da lista dos que aguardam tratamento fora de domicílio, registrados na Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC).

“Até esta quarta-feira já foram operados 16 pacientes, num total de 24 que serão atendidos até a sexta-feira. Em 45 dias devemos retornar para fazer um mutirão de cirurgias no quadril”, afirma o médico.

Ramalho destaca que o procedimento permite que o paciente tenha melhorias na sua qualidade vida, tendo em vista que a dor da lesão, geralmente, é intensa.

O servidor público José Gonçalves Oliveira é um dos que por anos enfrentou dores porque tinha uma lesão num dos joelhos, adquirida durante uma partida de futebol com amigos. Desde então, passou a ser acompanhado pelo médico Rodrigo Minuano, da equipe do HC, enquanto aguardava tratamento fora de domicílio.

“Consegui fazer essa cirurgia aqui no Acre, com a mesma equipe do Into do Rio de Janeiro. Já estou bem recuperado. É só seguir as orientações do médico. Cheguei ao segundo dia de fisioterapia, na quinta-feira tenho alta, mas vou seguir tudo à risca, porque moro em Xapuri e só volto quando estiver bem recuperado. Agora, é esquecer o problema da lesão e a bola”, comenta Oliveira.