Menos malária no Acre

Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, avalia de forma positiva desempenho do Estado no combate à malária

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O índice de redução da malária, observado no período entre janeiro e julho de 2008 em toda a região amazônica, corrobora as medidas de prevenção e combate à doença desencadeadas pelo governo federal com ampla adesão do Governo do Estado e prefeituras dos municípios mais afetados.

O esforço foi reconhecido pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em aviso oficial dirigido ao governador Binho Marques. Reorganização do serviço, melhoria na rede diagnóstica, controle dos vetores, intensificação dos serviços e uso de novas ferramentas de controle são responsáveis por uma queda de 44% nos casos da malária nos seis primeiros meses do ano, em comparativo ao ano passado.

Na carta, o ministro da saúde destaca que em um ano foi possível reduzir 45,8% das internações hospitalares causadas por malária falciparum, caso grave da doença se não tratada a tempo e corretamente. Esta forma de malária é responsável por 18% das notificações no Estado. Há 43 anos não era registrada no Brasil queda tão severa no índice de falciparum.

O tipo predominante na região, a vivax soma 82% dos casos, cuja quase totalidade das ocorrências, encontram-se nos municípios de Rodrigues Alves, Mâncio Lima e Cruzeiro do Sul, considerados de alto risco. Medidas como a distribuição de mosquiteiros impregnados nos três municípios mais afetados e uso de novos medicamentos como o artesunato de mefloquina, droga produzida pela Fundação Osvaldo Cruz, bloqueiam os avanços naturais da doença em toda a região amazônica.

Prevenção a longo prazo – Não há tempo para comemoração. Ao anunciar os números positivos, a Secretaria de Saúde do Estado por meio do setor de endemias do Departamento de Ações Básicas de Saúde do Estado (Dabs), trabalha para evitar o pico de casos da doença, que ocorre geralmente no mês de novembro. "Vamos fortalecer as ações para evitar que, este ano, esse pico histórico ocorra", garante a coordenadora de endemias, Izanelda Magalhães. Novos veículos, equipamentos e grande efetivo de agentes de saúde fazem parte das ações previstas para evitar a incidência do mosquito transmissor da doença.