Melhorias nos ramais estimulam produção extrativista nas unidades de conservação

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), iniciou em junho deste ano as obras de manutenção de ramais dentro das unidades de conservação, e o resultado positivo desse investimento já é uma realidade. Os produtores extrativistas da borracha, dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, estão conseguindo comercializar a sua produção a um preço justo, R$ 13 o quilo, e os compradores conseguem chegar com o carro até as casas deles.

A melhoria nos ramais dentro das unidades de conservação é um projeto do governo do Estado, executado pela Sema, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre (PDSA II/BID).

Melhoria nos ramais dentro das unidades de conservação é um projeto do governo do Estado, executado pela Sema, no âmbito PDSA II/BID Foto: cedida

Além da manutenção dos ramais dentro da Resex Chico Mendes, o governo do Acre está realizando o pagamento do subsídio da borracha aos extrativistas, por meio da Secretaria de Produção e Agronegócio (Sepa) com recursos provenientes do Programa REM (Redd Early Movers – em português: Redd+). O recurso, não reembolsável, é destinado pela República Federal da Alemanha e pelo Reino Unido, por meio do KfW (Banco de Desenvolvimento da Alemanha), para pagamento por resultados em Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal (Redd+).

O secretário de Meio Ambiente, Israel Milani, constatou os avanços em visita realizada para avaliação das áreas para implementação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) no Acre e vistoria dos ramais no Alto e Baixo Acre. “No ramal do Mucambo I eu presenciei essa mudança e nos outros ramais que estamos fazendo manutenção o estímulo ao extrativismo é uma realidade. Melhorar a condição de acesso é oferecer qualidade de vida para quem mora na floresta e dela vive”.

Moradora do Mucambo I, Ivonete Lima relatou as melhorias com a manutenção do ramal. “Antes a gente não podia ir na cidade rápido, como pode ir hoje. Os compradores da borracha podem vir aqui na nossa porta e os da castanha também. Os produtos da agricultura, os legumes por exemplo, se a gente tiver, consegue entregar rápido. Não tem nem comparação”.

Moradora do ramal do Mucambo I, Ivonete Lima relatou as melhorias com a manutenção da estrada Foto: cedida

As ordens de serviço de manutenção dos ramais Filipinas II e Mucambo I foram assinadas pelo governador do Estado, Gladson Cameli, e pelo secretário, Israel Milani, no mês de junho deste ano. As obras orçadas em mais de R$ 3,2 milhões beneficiam diretamente mais de 3 mil pessoas dos municípios de Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri.

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter