Informações sobre desmatamento serão mais precisas no Acre

Reunião de trabalho une profissionais de cinco estados da região Norte e instituições federais para aumentar a precisão dos dados ambientais

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A partir do grupo a proposta é que sejam criadas ferramentas de monitoramento mais eficazes (Foto: Luiz Mesquita)

Profissionais da área de monitoramento por satélite e geoprocessamento de várias instituições do Acre e de outros estados se reuniram na Secretaria de Estado de Produção Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof) nesta semana para formalizar um grupo de trabalho, com a missão de dar mais precisão nas informações sobre desmatamento na região amazônica.

Representantes da Embrapa, Sema, Imac, Iteracre, Ufac, Inpe, Funtac, Incra, Ibama e Secretarias de Meio Ambiente dos estados de Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Amazonas discutiram o refinamento dos dados sobre desmatamento.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente do Acre, Eufran Amaral, a demanda por informações consolidadas sobre a cobertura do solo e desflorestamento surgiu no último Fórum dos Governadores da Amazônia.

Para que este objetivo seja alcançado é imprescindível que todas as instituições que analisam as imagens de satélite e divulgam os dados troquem informações e se ajudem mutuamente. Somando tecnologias, processos, conhecimentos e práticas positivas para que as taxas de desmatamento ou queimadas publicadas, por exemplo, sejam cada vez mais confiáveis e precisas.

A reunião de trabalho aconteceu durante toda a quinta-feira, 25, e os profissionais tem a missão de criar uma rede para aperfeiçoar estimativas de desmatamento e degradação florestal para fins de fiscalização e mitigação das mudanças climáticas. Assim como o plano operacional desta rede, cronograma e os produtos do grupo de trabalho.

A proposta dessa união de esforços é que seja criadas ferramentas de monitoramento mais eficazes que mostrarão dados mais claros, demonstráveis e, principalmente, confiáveis. Assim acredita o pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), doutor Foster Brown, reforçando que este trabalho caminha na direção apontada pela última conferência da ONU.

A conferência sobre as mudanças climáticas da ONU que criou o Mapa para Bali, embrião do acordo que definirá o combate ao aquecimento global após 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto.