ações protetivas

Governo realiza visita à Delegacia de Defesa da Mulher em São Paulo 

A violência contra a mulher é todo ato lesivo que resulte em dano físico, psicológico, sexual, patrimonial, que tenha por motivação principal o gênero, isto é, que seja praticado contra mulheres expressamente pelo fato de serem mulheres. Além da mulher, os filhos também são afetados pela violência doméstica.  

Visita da equipe governamental do Acre à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher em São Paulo/SP. Foto: Pedro Devani/Secom

Com o intuito de combater os altos índices de violência doméstica e familiar no estado, o governo do Acre, por meio do Gabinete da Primeira-Dama e da Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM), realizou uma visita à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo(SP).  

Localizada em Santo Amaro, na Zona Sul da capital paulista, a 6ª DDM funciona 24 horas. O Estado de São Paulo é pioneiro no combate à violência contra a mulher. Há 34 anos, era o primeiro no país a criar uma Delegacia de Defesa da Mulher.  

Primeira-dama do Estado do Acre, Ana Paula Cameli. Foto: Pedro Devani/Secom

A primeira-dama do Estado do Acre, Ana Paula Cameli, quis conhecer de perto a delegacia especializada na defesa da mulher com a finalidade de unir ações protetivas concretas às vítimas de violência doméstica e familiar. 

“A razão de estarmos em São Paulo conhecendo essa instituição de segurança é unir forças para termos no Acre um atendimento especializado às nossas mulheres que sofrem violência e também a seus filhos, para que tenham a atenção e a proteção que precisam”, explicitou Ana Paula Cameli. 

Delegada de Polícia Civil, titular da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo-SP, Thais Marafanti. Foto: Pedro Devani/Secom

De acordo com a delegada de polícia titular da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, Thaís Marafanti, a visita da primeira-dama e sua equipe é importante para a implementação do trabalho no Acre. “Nossa delegacia já funciona há dois anos, 24 horas para acolher a mulher vítima de violência. Temos profissionais especializados para atender essas mulheres e dar o devido encaminhamento após o registro da ocorrência, e estamos à disposição para ajudar o Acre na implementação desses serviços”, enfatizou. 

No Estado de São Paulo há 133 DDMs: 16 na Grande São Paulo; 9 na capital paulista e 108 no interior. Visando o efetivo combate à violência doméstica e familiar, com o objetivo de promover ações protetivas às vítimas, foi implantado o atendimento especializado ininterrupto às mulheres em situação de violência doméstica, familiar e sexual, em determinadas áreas do estado. 

Equipe de Polícia Civil de São Paulo especializada no atendimento à mulher. Foto: Pedro Devani/Secom

São sete delegacias funcionando 24 horas na capital e três no interior do estado. As demais, atuam de segunda a sexta-feira, das 9 às 19h e são recursos importantes no combate à violência contra a mulher. 

Há uma previsão que mais 30 unidades também terão atendimento ininterrupto até 2022. Todas seguem o Protocolo Único de Atendimento, padronizando e humanizando o tratamento a mulheres vítimas de violência. 

Criada em 1991, a DDM de Santo Amaro atende, por dia, cerca de 50 mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, familiar ou em situação de vulnerabilidade social e possui o maior número de casos em investigação no estado.

Somente no ano de 2020 foram requeridas 1.200 medidas protetivas de urgência e cem agressores foram presos, números que comprovam os altos índices de violência contra mulheres.

Foi apresentado à primeira-dama o site da Delegacia da Mulher que foi adotado por São Paulo, a Delegacia Virtual, disponibilizada no site: policiacivil.sp.gov.br, onde a vítima pode fazer o boletim de ocorrência sem sair de casa. No 2º trimestre de 2020, foram contabilizados 5.559 boletins eletrônicos dessa natureza. 

Diretora de Políticas para as Mulheres da SEASDHM, Isnailda Gondim. Foto: Pedro Devani/Secom

“O governo do Estado do Acre está dando um grande passo na proteção, na defesa e na garantia dos direitos das mulheres acreanas. A implementação desses equipamentos e serviços de segurança que são usados em São Paulo serão muito importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar em nosso estado”, avaliou a diretora de Políticas para as Mulheres da SEASDHM, Isnailda Gondim.