diálogo

Governo realiza ações educativas da campanha Coração Azul no aeroporto e rodoviária da capital

Nesta semana, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social, de Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM), desenvolveu ações educativas da campanha contra o tráfico de pessoas, denominada Coração Azul, no aeroporto e rodoviária de Rio Branco.

A iniciativa teve o objetivo de encorajar a sociedade a se solidarizar com as vítimas de tráfico humano e conscientizá-la do impacto que esse crime tem no mundo. Trata-se do terceiro ilícito mais rentável do planeta, perdendo apenas para o narcotráfico e o comércio ilegal de armas.

Orientações sobre o tráfico de pessoas foram repassadas pela equipe da SEASDHM às pessoas que transitavam pela  rodoviária da capital. Foto: Camila Gomes

“Como o aeroporto e a rodoviária da capital são os principais pontos de entrada e saída de pessoas, a nossa equipe técnica esteve nesses locais, distribuiu materiais educativos aos funcionários dos terminais, das empresas de transportes, além dos  passageiros e demais pessoas que passavam pelo local, a fim de alertar sobre o tráfico humano, esclarecendo como identificar e denunciar essa violação dos direitos humanos”, destaca a titular da SEASDHM, Ana Paula Lima.

Entre as ações mencionadas, também foi realizada uma roda de conversa sobre a campanha Coração Azul, entre a equipe do órgão estadual e os agentes técnicos da Superintendência Municipal de Trânsito (RBTrans) que atuam na Rodoviária Internacional de Rio Branco.

“O tráfico humano é tipo de crime que fere a dignidade humana. Temos que dialogar bastante sobre esse assunto, fortalecer as parcerias entre entidades públicas, para que possamos detectar esse ato criminoso e, assim, colaborar com órgãos de enfrentamento ao tráfico de pessoas”, relata o coordenador de Planejamento da RBTrans, Ney Bonfim.

Passageiros do aeroporto de Rio Branco também foram informados sobre as ações educativas da campanha Coração Azul. Foto: Camila Gomes

Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, alojar ou acolher pessoas utilizando ameaça, uso da força ou outras formas de coação, levando a vítima a uma situação de exploração sexual, trabalho equivalente à escravidão, extração de órgãos humanos ou adoção ilegal, entre outros crimes, são caracterizados como tráfico de pessoas.

“Com essa campanha, demostramos para a população os mecanismos de combate ao tráfico de pessoas. A simbologia do coração na cor azul representa a tristeza das vítimas desse crime e a solidariedade com as mesmas. Incentivamos a realização de denúncias, por meio dos números telefônicos Disque 100 ou Ligue 180”, informa a chefe do Departamento de Diretos Humanos da SEASDHM, Maria da Luz França.