Governo realiza 4ª fase da Operação Lares

Dois ex-gestores da Sehab e um funcionário foram alvos das buscas e intimações (Foto: Cedida)
Dois ex-gestores da Sehab e um funcionário foram alvos das buscas e intimações (Foto: Cedida)

A Polícia Civil deu cumprimento a três mandados de busca e apreensão nas residências de dois ex-gestores e também de um servidor da Secretaria de Estado de Habitação e Interesse Social (Sehab). Todos foram conduzidos coercitivamente à delegacia para prestarem esclarecimentos, nesta sexta-feira, 8, durante a 4ª fase da Operação Lares.

Rostênio Souza, ex-secretário da Sehab, Irlan Lins, ex-coordenador do Departamento Social, e o servidor Márcio Goes, são alvos de investigações pelos crimes de corrupção, organização criminosa e falsificação de documentos.

Além das buscas e das intimações para prestarem depoimentos, todos três receberam ordens judiciais que os proíbem de se aproximar de qualquer uma das testemunhas. Márcio Goes, por se tratar de um servidor ainda lotado na Sehab, também foi afastado das funções administrativas.

“Temos tido todo o apoio do governo do Estado, do Ministério Público e do poder judiciário em mais uma fase da Lares. Isso tem garantido o bom andamento das investigações, que visam, sobretudo, salvaguardar a fidedignidade das provas. Se houver necessidade, outras fases virão e todas as pessoas que, proventura, sejam citadas e que haja provas, serão investigadas e processadas nos termos na da lei. Seremos intransigentes na defesa de uma investigação isenta e imparcial, essa é uma diretriz do próprio governador”, explicou o secretário de Polícia Civil, Carlos Flávio Portela.

Entenda a Operação Lares

A Operação Lares é uma orientação do próprio governo no combate à corrupção dentro das estruturas do Estado. Por intermédio das instituições de Segurança Pública, tem apoiado integralmente os desdobramentos das investigações desenvolvidas.

Iniciada em dezembro do ano passado, a Lares já ouviu mais de 100 pessoas e identificou a venda de 40 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. Cinquenta e três pessoas envolvidas no esquema já foram indiciadas perante a Justiça, e parte das investigações foi encaminhada para que a Polícia Federal dê continuidade.

“A investigação continua em pleno curso, sempre na produção de provas incontestáveis, para que, além da descoberta da autoria, haja uma futura condenação. A Polícia Civil trabalha com fatos e com provas, não com boatos ou suposições”, disse o delegado do caso, Roberth Alencar.

Compartilhe:

WhatsApp
Facebook
Twitter