Governo investe em políticas públicas de gestão ambiental

Mais de 80% do território acreano é coberto por florestas (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Mais de 80% do território acreano é coberto por florestas (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Uma das principais metas do governo do Estado é o combate ao desmatamento e promoção do uso sustentável da floresta, para isso investe no fortalecimento do processo de valorização do ativo ambiental.

As políticas públicas ambientais valorizam as iniciativas individuais e coletivas de salvaguardas das florestas, da biodiversidade, dos recursos hídricos, dos valores culturais das populações tradicionais e da população em geral.

Os produtores rurais e os estudantes das áreas de proteção participam diretamente das ações desenvolvidas pelo programa (Foto: Cedida)
Os produtores rurais e os estudantes das áreas de proteção participam diretamente das ações desenvolvidas pelo programa (Foto: Cedida)

Uma das maiores riquezas do povo do Acre é os 87% de áreas de floresta. Esse patrimônio representa um grande potencial econômico para a população, que é constantemente incentivada a manter a floresta em pé, mas fazendo o uso sustentável dela garantindo o sustento das famílias.

Às margens do Rio Acre, vivem milhares de acreanos que desenvolvem uma série de atividades a partir do uso da água, e, portanto são dependentes diretamente do manancial, além do abastecimento público e consumo de cada um.

O Programa de Conservação e Recuperação de Nascentes e Matas Ciliares da bacia do Rio Acre é uma das iniciativas do Estado que tem o objetivo de reverter os processos de degradação nas Áreas de Preservação Permanente (APP), nascentes e matas ciliares, garantindo o uso do rio como grande beneficiário da comunidade.

Realizado, desde 2011, nos 11 municípios que compõem uma das bacias hidrográficas mais importantes do estado, passando por Assis Brasil, Bujari, Brasileia, Capixaba, Epitaciolândia, Rio Branco, Porto Acre, Xapuri e uma pequena parte de Plácido de Castro, Senador Guiomard e Sena Madureira, o programa recupera áreas alteradas e o ativo florestal.

Programa de Conservação e Recuperação de Nascentes e Matas Ciliares da bacia do Rio Acre

Resultados

2011-2014

  • 480 produtores rurais e ribeirinhos, que vivem na calha ou em sub-bacias do Rio Acre, foram cadastrados;
  • 1,2 milhão de árvores foram plantadas;
  • 120 produtores e ribeirinhos capacitados;
  • 4 cursos de Agroecologia e Recuperação de APP;
  • 120 unidades modelos para recuperação de nascentes e matas ciliares, em oito municípios da bacia do Rio Acre;

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) é responsável pela gestão do projeto, que contou com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente, por intermédio do Fundo Nacional de Meio Ambiente, do World Wide Fund for Nature (WWF).

O titular da Sema, Edegard de Deus, explica que investimentos em programas como esses são imprescindíveis para diminuir os impactos climáticos que o estado tem sofrido. “O programa tem o objetivo de conservar o que ainda não foi degradado e recuperar o que foi perdido. O governador Tião Viana, desde seu primeiro mandato, tem investido em ações que garantam menos impactos ecológicos e mais ganhos socioeconômicos”, disse.

Matas ciliares

De acordo com o programa, as matas ciliares funcionam como reguladoras de fluxo de água, sedimentos e nutrientes entre os terrenos mais altos da bacia hidrográfica e o ecossistema aquático, por isso são extremamente importantes para a manutenção da estrutura e função dos ecossistemas no bioma amazônico.

São 60 mil hectares de áreas ciliares e nascentes desprotegidas em toda a Bacia do Rio Acre, desde nascentes às margens de rios e igarapés, que a partir do programa recebem apoio à conservação ambiental bem como o incentivo à educação ambiental, implantação, monitoramento e manutenção dos projetos de recuperação das APPs.

Os comunidade que moram nas áreas de proteção participam diretamente das ações desenvolvidas pelo programa (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
Os comunidade que moram nas áreas de proteção participam diretamente das ações desenvolvidas pelo programa (Foto: Gleilson Miranda/Secom)