Governo esvazia Senado e adia votação da CPMF para 3ª feira; oposição critica manobra

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), diz que a votação precisa ser adiada por falta de quórum no plenário para votar a matéria.

 

A base governista no Senado conseguiu adiar para terça-feira a votação da PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. Oficialmente, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), diz que a votação precisa ser adiada por falta de quórum no plenário para votar a matéria.

"A votação ficará para terça-feira porque hoje não estamos com quórum para votar", disse Jucá hoje.

A oposição, entretanto, afirma que essa é uma manobra do governo que tenta adiar a votação até conseguir os 49 votos necessários para aprovar a proposta.

O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), acusou o governo de blefar quando dizia que já tinha votos suficientes para votar a prorrogação da CPMF. Segundo ele, o governo usará o final de semana para conseguir esse apoio por meio do atendimento das reivindicações dos parlamentares. "O governo não quer votar hoje porque sabe que perde. O governo vai tentar construir uma maioria neste final de semana negro. Vamos ficar de olho nessa operação de final de semana", afirmou Agripino.

Embora alegue que o adiamento de hoje foi motivado pela falta de quórum, Jucá admite que a base governista trabalhará até terça-feira para conseguir os votos necessários para aprovar a PEC da CPMF. Para passar, a proposta precisa ser aprovada, em dois turnos, com ao menos 49 votos favoráveis em cada um.

O governo corre contra o relógio. A vigência da CPMF termina em 31 de dezembro. Ao mesmo tempo, o governo sofre com a disputa dentro do seu maior partido aliado: o PMDB. Quatro nomes –Garibaldi Alves (PMDB-RN), Neuto de Conto (PMDB-SC), Valter Pereira (PMDB-MS) e Leomar Quintanilha (PMDB-TO)– tentam sair candidatos pelo PMDB à presidência do Senado. O PMDB tenta lançar um único nome na disputa.

Fonte: Folha Online