Governo e prefeitura organizam projeto de recuperação de Rio Branco com 500 homens e 280 máquinas

 

O Governo do Estado e prefeitura de Rio Branco já começam a organizar o plano de limpeza e recuperação de Rio Branco (Angela Peres/Secom)

O governo do Estado e prefeitura de Rio Branco já começam a organizar o plano de limpeza e recuperação de Rio Branco (Angela Peres/Secom)

 

O Rio Acre começou a apresentar os primeiros sinais de vazante. Com isso, o governo do Estado e a prefeitura de Rio Branco já começam a organizar o plano de limpeza e recuperação de Rio Branco. Assim, nesta segunda-feira, 27, representantes de entidades públicas se reuniram na sala de situação que monitora os dados da alagação para apresentar o plano que vai funcionar na cidade de Rio Branco logo após uma vazante ainda maior do rio.

O planejamento de limpeza vai envolver num primeiro momento cerca de 500 homens e 280 máquinas pesadas. O prefeito Raimundo Angelim vai coordenar diretamente os trabalhos, ao lado do presidente do Deracre, Marcus Alexandre, que organiza a participação das entidades do governo do Estado.

 

O prefeito Raimundo Angelim vai coordenar diretamente os trabalhos, ao lado do presidente do Deracre, Marcus Alexandre (Angela Peres/Secom)

O prefeito Raimundo Angelim vai coordenar diretamente os trabalhos, ao lado do presidente do Deracre, Marcus Alexandre (Angela Peres/Secom)

 

“Será uma verdadeira operação de guerra para que Rio Branco volte a sua normalidade”, informou o prefeito Raimundo Angelim. “Não podemos prever ainda os prejuízos, saberemos de verdade apenas quando as águas abaixarem.” Desde o começo desta segunda-feira, o Rio Acre tem apresentado uma vazante pequena a cada três horas, após 22 dias ininterruptos de aumento no nível de suas águas.

As 30 equipes montadas para a limpeza e manutenção irão atuar em 32 bairros de Rio Branco, os mais atingidos pela alagação. Primeiro será realizada a limpeza das casas e terrenos, além de raspagem, capina, desobstrução de bueiros e retirada de entulhos. Em seguida, a coordenação planeja a recuperação das vias terrestres. “Não vamos atuar em todos os bairros ao mesmo tempo. Isso vai acontecer de acordo com a redução do nível das águas. Os primeiros bairros a serem recuperados serão os últimos atingidos pelas águas”, disse o presidente do Deracre, Marcus Alexandre.

O 7° Batalhão de Engenharia e Construção (7° BEC) é outro grande parceiro para a recuperação da cidade. Atualmente, as máquinas e homens do Batalhão estão presentes na cidade de Brasileia, uma das mais arrasadas pela cheia do Rio Acre. Segundo o coronel Santos, a recuperação de Brasileia levará em torno de 20 a 30 dias, tempo que o Rio Acre deverá levar para se normalizar em Rio Branco. “Assim que o governo decidir por bem, as máquinas do 7° BEC passarão a atuar na recuperação dos bairros atingidos na capital.”

Outro elemento importante será  a atuação das equipes sociais. Essas equipes especiais serão responsáveis por fazer todo o contato com os moradores das casas alagadas antes da atuação das equipes de limpeza, orientando e explicando o trabalho de higiene e saúde que deve ser realizado nas residências.

Se o Rio Acre tiver uma queda do nível de suas águas muito rápida, os grandes perigos são a erosão e os desbarrancamentos em seus leitos. Bairros como o Taquari, que está quase todo debaixo d’água, são algumas das regiões mais perigosas de acontecer o desbarrancamento. Nas cidades de Assis Brasil, Xapuri e Brasileia, a queda muito rápida do nível das águas causou desbarrancamento e queda de várias casas atingidas pelas águas. Essas áreas serão analisadas e a volta de seus moradores não será permitida até que a área seja considerada segura.

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