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Governo do Acre discute melhorias no atendimento de pacientes indígenas e populações vulneráveis

Por Carina Menezes

Gestores da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a convite do Conselho Estadual de Saúde, participaram nesta quinta-feira, 17, de um encontro com lideranças sindicais, conselheiros e representantes indígenas para discutir políticas públicas que possam contribuir com avanços e melhorias dos serviços de saúde, no atendimento das populações indígenas, prioritárias e vulneráveis no Hospital de Urgência e Emergência (Huerb) de Rio Branco.

Criação de núcleo é essencial para garantia dos direitos e do acesso seguro na unidade de saúde. Foto: Cedida

Na reunião, realizada na unidade, foram encaminhadas propostas como a articulação para elaborar planos de metas e ações com que o Huerb possa acessar o recurso do Incentivo à Atenção Especializada aos Povos Indígenas (IAE-PI) junto ao Ministério da Saúde. Também foi discutida a implantação de um núcleo de atenção e assistência à saúde indígena diferenciada, com adaptação de leitos específicos.

Elenilson de Souza, presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, afirma que as ações debatidas devem “contribuir significativamente para o melhor atendimento aos indígenas e outras populações prioritárias e vulneráveis, além de facilitar o diálogo entre a gestão do Pronto-Socorro, regulação da Casai e polos indígenas”.

O técnico do Núcleo de Saúde das Populações Prioritárias e Vulneráveis, da Sesacre, Vanderson Brito, destacou que a criação de um núcleo de apoio especializado ao paciente indígena é essencial para a garantia dos direitos e do acesso seguro e eficiente na unidade de saúde.

“Como o Huerb é uma porta de entrada para urgências e emergências, acaba sendo um espaço traumático. E como o paciente indígena pode ter dificuldade de compreensão dos espaços diferentes, a ideia é ter uma referência específica, com alguém que possa fazer o acolhimento de forma sensível, garantindo o atendimento equânime para esses pacientes se sentirem mais seguros”, explica.

Na ocasião, também foi discutida a necessidade de formação e capacitação de profissionais atuantes na unidade, a fim de garantir maior entendimento do fluxo e o protocolo de atendimento desses usuários.