O Acre apresentou redução no número de alertas de desmatamento de 38% no primeiro trimestre deste ano. Para fortalecer as ações e promover integração e maior eficiência das ações, o governo, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), realizou nesta quinta-feira, 27, a 1ª reunião do Comitê de Ações Integradas de Meio Ambiente.

1ª reunião do Comitê de Ações Integradas de Meio Ambiente foi realizada nesta sexta-feira, 28. Foto: Alexandre Cruz-Noronha

Foi apresentada aos representantes dos órgãos presentes a criação de uma Sala de Situação, coordenada pela Semapi.

O comitê tem como finalidade promover a integração de políticas públicas e atos necessários a fim de promover integração de ações nas áreas de meio ambiente, regularização fundiária, segurança, infraestrutura e planejamento para o combate ao desmatamento ilegal no estado. O primeiro encontro teve como foco ações de combate ao desmatamento ilegal nas unidades de conservação do Acre (UCs).

A secretária do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas, Julie Messias, que é presidente do comitê, falou da importância da participação dos órgãos que integram as ações relacionadas à política pública ambiental e reafirmou o compromisso do governador Gladson Cameli com a pauta do meio ambiente.

“O retorno das reuniões do comitê é fundamental para a construção não só de um diálogo amplo, mas de ferramentas que possam trazer mais efetividade. Discutimos as ações de comando e controle com as instituições da administração direta e indireta do governo para que possamos encontrar mecanismos eficientes na prevenção e controle do desmatamento e das queimadas”, conta Messias.

O comandante do Batalhão Ambiental, coronel Kleison Albuquerque, parabenizou a iniciativa da Semapi em retornar as reuniões do comitê. “É importante unirmos forças e darmos respostas de forma integrada”, afirmou.

Reunião foi realizada para alinhar ações de combate às queimadas e desmatamento. Foto: Alexandre Cruz-Noronha

A secretária adjunta de Planejamento, Kelly Cristina Lacerda, garantiu que todos os esforços estarão empenhados para que as ações tenham encaminhamentos e retornos: “Vamos aportar e captar recursos necessários para darmos respostas e ajudar com suporte”.

O promotor Luis Henrique Rolim, do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural e Habitação e Urbanismo (Caop/Maphu), disse que é importante que o MP acompanhe as ações.

“O Comitê congrega órgãos que têm atribuição na atuação ambiental. Observo o interesse do Estado em integrar as ações. Muitas demandas que o MP tem cobrado para melhorar a atuação já estão planejadas”, afirmou.

A secretária Julie explicou como a Sala de Situação vai funcionar. “A Sala de Situação serve para acompanhar o desmatamento, queimadas e invasões nas florestas públicas estaduais. Será composta por instituições que acompanharão os resultados”, disse.

Participaram da reunião e fazem parte do comitê representantes de várias secretarias e órgãos ligados à pauta de meio ambiente como, Secretaria de Planejamento (Seplan), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Corpo de Bombeiros (CBM/AC), Ministério Público (MPAC), Batalhão Ambiental (BPA) e outros.