Governo apresenta projetos aos moradores da Aldeia Apiwtxa

Equipe de governo apresenta projetos de Pousada e Casa da Mulher Ashaninka (Foto: Celis Fabrícia)
a Equipe de governo apresenta projetos de Pousada e Casa da Mulher Ashaninka (Foto: Celis Fabrícia)

A primeira-dama do Acre, arquiteta Marlúcia Cândida, a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, Concita Maia, e o secretário de Estado de Planejamento, Márcio Veríssimo, estiveram na Aldeia Apiwtxa do Rio Amônia.

Eles apresentaram ao povo Ashaninka, que vive na região duas propostas de construções que vão facilitar a vida dos moradores e visitantes. A comunidade tem em seu entorno cerca de 600 indígenas, que serão beneficiados com a construção de uma pousada e uma Casa da Mulher Ashaninka.

“Para mim está sendo uma felicidade muito grande estar aqui. Já havia uma grande admiração por esse povo, que tem orgulho de ser Ashaninka, que tem uma história e sabe aonde quer chegar. E o que viemos fazer aqui foi complementar essa felicidade com esses projetos que atendem, na medida do possível, os seus pedidos”, pontuou Marlúcia Cândida.

Ambos projetos foram construídos em parceria com a comunidade, que se reuniu com a equipe de governo, e apresentou as principais necessidades a serem atendidas. “A gente tem necessidade de poder dar um auxílio melhor a quem chega e esse projeto da pousada dá segurança e melhor conforto para os visitantes que chegam em nossa comunidade,” explicou Benki Piyãko, um dos líderes da comunidade.

Povo Ashaninka da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia acompanha os jogos do Brasil na Copa (Foto: Celis Fabrícia)
Povo Ashaninka da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia acompanha os jogos do Brasil na Copa (Foto: Celis Fabrícia)

As construções usarão matéria-prima local como Paxiúba e palha de Jaci, interagindo e respeitando as características arquitetônicas e ambientais da comunidade. Na Casa da Mulher, por exemplo, haverá espaço para as mulheres cultivarem as plantas e ervas da medicina tradicional indígena. “Vai ser muito bom ter um local adequado que hoje a gente não tem. E também podemos fazer nossas medicinas tradicionais, fazer todo o acompanhamento das mulheres e dos partos,” destacou Dorinete da Silva Piyãta, a Dora, agente de saúde e liderança indígena.

Esta será a sexta construção voltada para as mulheres indígenas no Acre como parte da política de governo. Já existem três casas de produção e cultura do povo Yawanawa no Rio Gregório e duas Huni Kui, no Rio Muru. “Em primeiro lugar temos que registrar que é atendendo reivindicação antiga das mulheres. Isso representa avanço na implementação de políticas que agora a gente consegue concretizar. Por outro lado possibilita uma vivência entre elas na transmissão dos conhecimentos tradicionais de uma geração a outra, como as plantas medicinais”, esclareceu Concita Maia, secretária de Estado de Políticas para as Mulheres.

Equipe foi recepcionada com tradicional almoço servido na folha de bananeira ( Foto: Celis Fabrícia)
Equipe foi recepcionada com tradicional almoço servido na folha de bananeira ( Foto: Celis Fabrícia)

A ação governamental reconhece a propriedade intelectual do conhecimento milenar e possibilita a valorização desses conhecimentos, que tem o objetivo de cuidar da saúde tanto no plano da medicina convencional quanto das plantas medicinais. “Para a mulher vai ser muito bom ter esse espaço onde ela poderá ser atendida.”, complementou Marlúcia Cândida.

Celebração de conquistas

As propostas foram apresentadas durante as comemorações da demarcação da terra indígena Kampa do Rio Amônia. No dia 23 de junho de 1992, os homens da Aldeia retornaram da cidade com a resposta de que agora eram oficialmente donos da terra e foram recebidos com festa pelas mulheres. Hoje eles comemoram com o ritual do Mariri, e bebendo a caiçuma, bebida fermentada feita da mandioca.  “E até hoje essa é uma comemoração muito importante que simboliza uma passagem de um tempo, o quanto as mulheres conduziram a aldeia nesses 30 dias que estivemos fora. Tudo a partir dali foi desenhado diferente. Começamos a organizar o projeto que vivemos hoje”, explica Francisco Piyãko, liderança indígena.

A agenda na Aldeia Apiwtxa também coincidiu com outra celebração, o dia do jogo da Copa do Mundo de Futebol em que o Brasil venceu a seleção de Camarões por 4 a 1. A equipe de governo assistiu, com os indígenas, a vitória da Seleção Brasileira.

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