Frigorífico Peixes da Amazônia completa um ano com sucesso de vendas

Abril só trouxe motivos de comemoração para o Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia. Isso porque, no mês em que se completa um ano de funcionamento do frigorífico de processamento, a empresa confirma a venda de pescado para as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Brasil, em agosto.

Com a demanda local e externa, o processamento diário aumentou (Foto: Angela Peres/Secom)
Com a demanda local e externa, o processamento diário aumentou (Foto: Angela Peres/Secom)

Com sucesso de vendas nos mercados local e externo, o empreendimento já provou que veio para dar mais visibilidade à qualidade da piscicultura acreana, fortalecendo toda a cadeia produtiva, de modo que num mesmo local sejam fornecidos os alevinos e a ração aos produtores sócios, para que eles possam, a partir da compra de insumos, fazer a engorda dos peixes, que depois retornam para o processamento na própria indústria.

O frigorífico foi a última etapa a ser inaugurada no complexo (Foto: Angela Peres/Secom)
Frigorífico foi a última etapa a ser inaugurada no complexo (Foto: Angela Peres/Secom)

Segundo o gerente de operações do frigorífico, Jair Bataline, no início eram processadas cerca de 2,5 toneladas de pescado por dia. Hoje, a indústria processa, em média, 20 toneladas. O mercado nacional, de forma nada tímida, foi conquistado.

Uma clientela exigente, como o Grupo Pão de Açúcar (GPA), firmou a compra semanal com a empresa. Se antes saíam do complexo dez toneladas de peixe inteiro fresco, essa quantidade saltou para 15 toneladas e mais cinco toneladas de cortes congelados especiais com alto valor agregado.

O número de empregos diretos somente no frigorífico já chega a 74 (Foto: Angela Peres/Secom)
O número de empregos diretos somente no frigorífico já chega a 74 (Foto: Angela Peres/Secom)

Para o diretor da Agência de Negócios do Acre (Anac), Inácio Moreira Neto, as vendas durante a Semana Santa também superaram todas as expectativas. “Em cinco dias durante o feriado religioso em 2015, foram vendidas 17 toneladas de pescado. No mesmo período este ano, foram vendidas 200 toneladas, com foco na venda prioritária para o GPA, que comprou 140 do total”, disse.

Geração de empregos e perspectivas para a região

Localizado na BR-364, sentido Rio Branco a Porto Velho (RO), o Complexo de Piscicultura foi a oportunidade de emprego para as famílias que moram em vilas daquela região. É o que conta a jovem Luciana Chaves, de 23 anos, moradora da Vila Nova Aldeia.

"Consigo até fazer minhas economias", conta Luciana (Foto: Angela Peres/Secom)
“Consigo até fazer minhas economias”, conta Luciana (Foto: Angela Peres/Secom)

“Eu sempre quis trabalhar, mas a distância não permitia ter um emprego bom. Para ter meu dinheiro eu precisava fazer faxina, e não conseguia fazer nem um salário mínimo. Hoje, eu venho a pé trabalhar e chego em 20 minutos e ainda consigo fazer economias. Já posso pensar em fazer minha faculdade tendo um dinheiro guardado”, frisa.

O jovem Anderson comemora o emprego conquistado perto dos pais (Foto: Angela Peres/Secom)
Anderson comemora o emprego conquistado perto dos pais (Foto: Angela Peres/Secom)

Se no início da operação do frigorífico eram 28 pessoas empregadas diretamente, hoje já são 74. Anderson Hydal de Freitas, 25 anos, era mecânico antes de surgir o complexo. Para chegar até Rio Branco, ele se deslocava, também da Vila Nova Aldeia, diariamente antes de o sol nascer. Essa dificuldade o então funcionário da Peixes eliminou de sua rotina.

“Era muito perigoso pegar um transporte aqui e ir para Rio Branco nos horários que eu tinha que sair. Voltar também era a mesma luta todo dia. Só chegava tarde da noite, deixando minha mãe preocupada. Com o emprego aqui no frigorífico a vida mudou totalmente, principalmente porque estou sempre perto dos meus pais”, relata.