Lei Aldir Blanc

FEM recebe visita institucional da Procuradoria da República no Acre

A presidência da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) recebeu na quarta-feira, 2, o procurador da República do Ministério Público Federal do Acre (MPF/AC), Lucas Costa. O encontro debateu pautas importantes, como as diversas aplicações da verba federal sobrevinda da lei Aldir Blanc e reformas de espaços de cultura sob a responsabilidade da FEM.

O Acre recebeu um montante de R$23 milhões para serem divididos entre Estado e municípios. Foto: cedida

O presidente da Fundação, Manoel Pedro Gomes, o Correinha, relembrou que o Acre foi um dos únicos estados do país que realizaram escutas com os segmentos culturais para tomar conhecimento dos desejos dos fazedores de cultura locais e, com isso, abrir editais que possibilitaram a execução de diversos projetos artístico-culturais em todo o estado.

“Precisávamos ter essa compreensão. Onde os artistas foram mais prejudicados? Estamos torcendo muito para que o governo federal decida manter a verba excedente oriunda da Lei Aldir Blanc aqui”, disse.

O Acre recebeu um montante de R$23 milhões para serem divididos entre Estado e municípios. A FEM, órgão responsável pela gestão das políticas culturais do Estado, recebeu R$16 milhões e conseguiu aplicar R$12 milhões, que foram totalmente destinados aos fazedores de cultura em editais e auxílio emergencial. A verba foi 100% destinada às pessoas físicas e jurídicas.

Correinha também apresentou ao procurador itens da cultura acreana, como o cipó jagube, nativo da região amazônica, cujo uso é mais conhecido na preparação do chá da ayahuasca, bebida de uso religioso.

Costa demonstrou preocupação sobre as políticas públicas para os povos originários do Acre, diante do que o presidente da FEM revelou o desejo da criação de um departamento de políticas indígenas dentro da Fundação.

O presidente aproveitou a visita institucional para apresentar ao representante do MPF a sede da FEM, o prédio da Sociedade Tentamen e o Cine Theatro Recreio.