Descentralização da saúde garante resultados positivos na gestão do Hosmac

Prestação de contas foi apresentada durante audiência pública realizada nesta segunda-feira

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Durante audiência pública, gestores ressaltaram a importância da descentralização dos recursos na iniciativa do Governo do Estado (Foto: Gleilson Miranda/Secom)

Maior variedade e quantidade de medicamentos distribuídos aos pacientes, serviços odontológicos, refeições orientadas por nutricionistas e mais agilidade no almoxarifado. Esses são alguns dos resultados apresentados durante a primeira audiência pública de prestação de contas do Hospital de Saúde Mental (Hosmac). Os dados são referentes aos recursos repassados ao hospital pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, no período de agosto a novembro de 2008.

O relatório foi apresentado pelo Conselho Gestor da Unidade. De acordo com o gerente de Assistência à Saúde, Mauro Hashimoto, as melhorias estão diretamente relacionadas ao processo de descentralização, que institui o programa de autonomia financeira e da gestão democrática do Sistema Público de Saúde. “Essa política de Estado estimula o pensamento crítico, o espírito de equipe e de responsabilidade individual.”

O processo de descentralização no Hosmac começou a ser desenvolvido em janeiro de 2008 e já contabiliza resultados satisfatórios, como a melhoria nos atendimentos aos pacientes, na compra e distribuição de medicamentos e também celeridade na aquisição de bens. “Estamos construindo resultados produtivos e um atendimento mais humanizado e de qualidade aos pacientes”, ressaltou Hashimoto.

Para a representante dos usuários do Conselho Gestor, Graça Valente, a inserção da equipe técnica e de familiares no processo administrativo e financeiro das unidades de saúde garante benefícios aos pacientes. “Essas pessoas conhecem as principais necessidades do hospital”, ratifica.

O relatório de prestação de contas aponta que 99% dos recursos foram utilizados na compra de materiais de consumo (medicamentos e alimentos) e também que aumentou o número de atendimentos médicos, ambulatoriais e emergenciais – em 2007 foram 18.872 frente aos 21.432 atendimentos no ano passado.