A delegação feminina do Acre liderada pela primeira-dama do Estado, Ana Paula Cameli, participa da Conferência do Clima da ONU, a COP25, evento que está sendo realizado em Madri, Espanha, no período de 2 a 13 de dezembro.
Na manhã desta terça-feira, 10, a delegação participou de uma agenda sobre a igualdade de gênero no trabalho das mudanças climáticas, tendo a mulher criando um ambiente de atuação direta na regulação do clima. A diretora da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas, GCF Task Force (GCF-TF), Collen M. Scanlan Lyons, discutiu sobre a participação de mulheres representando países e estados no GCF e na COP e o que pode ser feito para mudar esta realidade.
A primeira-dama do Estado, Ana Paula Cameli, a única primeira-dama presente na COP25, explicou que seu papel como uma representante feminina do Estado é de influenciar o empoderamento feminino e a liderança para que todas as mulheres busquem capacitar-se.
“Nosso papel é criar programas pra que essa capacitação aconteça. Nosso objetivo com a Escola de Gastronomia no Acre é exatamente esse: ajudar mulheres a se tornarem independentes. Assim, poderemos ser cada vez mais representadas em eventos como a COP”, ressaltou a primeira-dama Ana Paula Cameli.
Na reunião, foi deliberado a construção de uma carta onde cobram uma participação efetiva tanto na COP quanto na Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas, GCF Task Force, (GCF-TF), o que é relevante, para um reconhecimento da mulher nas atividades em defesa do meio ambiente.
No Acre, as mulheres têm participação efetiva no contexto ambiental, isso com a participação à frente de projetos voltados para fomentar essa área, como por exemplo, a produção de artesanatos oriundos de produtos naturais extraídos legalmente. As mulheres indígenas são exemplo disso, pois atuam na plantação, colheita e fabricação desses produtos.
Para a diretora executiva do Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Julie Messias, a mulher tem um papel fundamental para além da agenda de clima e Floresta, pois a GCF-TF com a iniciativa de reunir mulheres dos estados membros, tem buscado compartilhar as experiências de atuação destas mulheres em suas regiões, e desta forma, fortalecer seu papel e aumentar a participação da mulher na agenda.
“O objetivo desta reunião é de fortalecer as capacidades técnicas das mulheres aumentando sua participação, criando um ambiente de atuação onde tenham voz. A mulher tem um papel importante na regulação do clima, uma vez que adotam medidas de mitigação dos impactos através de suas atividades como uso de produtos da floresta para o artesanato, a agroecologia, entre outros”, ressaltou Julie Messias.
Representantes de 200 países participam do COP 25, cerca de 29 mil pessoas. O evento, adotou o slogan “Hora da Ação” (Time for Action). Desde 2015, quando foi assinado um grande acordo climático global, o Acordo de Paris, as conferências do clima anuais têm se dedicado a como colocá-lo em prática. O desafio da COP 25 é acelerar o combate às mudanças climáticas.
O que é a COP 25
É chamada a “Conferência das Partes” realizada por países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O evento é um tratado internacional com objetivo de lidar com o aquecimento global, refletindo sobre o que já foi feito e o que ainda precisa ser realizado.
A conferência ocorre anualmente e, em 2019, chega à sua 25ª edição. Por isso o nome “COP 25”. A próxima reunião, a COP 26, será em Glasgow (Escócia), em novembro do ano que vem.