Concluída primeira fase do Complexo Agroindustrial de Aves de Brasiléia

Frigorífico e fábrica de ração devem ser inaugurados em julho

A primeira fase do Complexo Agroindustrial de Aves de Brasiléia está sendo concluída e com a data provável de inauguração do frigorífico e da fábrica de ração prevista para o mês de julho. A central de incubação entra em operação em agosto. Já o matrizeiro será finalizado na segunda etapa. A movimentação de recursos financeiros gira em torno R$ 19 milhões em toda a cadeia produtiva que envolve não só a criação, o abate e a comercialização de aves, mas também o cultivo de grãos para a produção de ração.

O Programa de Avicultura do Alto Acre foi criado em 2004 com planejamento inicial de abate de 500 aves/dia para atender somente o mercado local. Em meados de 2005 foi redirecionado para atuar no mercado nacional e internacional, com previsão de abate entre 3 e 4 mil aves.

A partir da seleção da empresa gestora do empreendimento ocorrido no final de 2006, quando foi selecionada a Acre Aves Alimentos, o projeto ganhou respaldo possibilitando que antes mesmo de sua inauguração a capacidade de abate fosse ampliada para 7, 5 mil aves. O frigorífico contará com inspeção federal e previsão de exportação já a partir do ano de 2009 para os países como Bolívia, Peru e Venezuela.

O Governo do Estado, através do Programa Pró-florestania, investiu cerca de R$ 23 mil na compra de madeira e equipamentos para a construção dos 130 aviários dessa primeira fase. As famílias envolvidas são de agricultores familiares instalados nos assentamentos e pólos agroflorestais dos municípios de Brasiléia e Xapuri.

Até o final de 2014 o complexo agroindustrial deverá envolver 340 famílias na criação de aves. A renda média de cada família será de R$ 800. O frigorífico irá gerar 200 empregos diretos para o abate de 50 mil aves por dia entre frangos industrial e caipira congelado inteiro e em cortes.  No entanto, a cadeia produtiva envolve também a produção de grãos, matéria-prima para a produção da ração que alimentará as aves. Serão necessárias 15 toneladas para a produção de 53,7 toneladas de ração. O movimento em valores gira em torno de R$ 128 milhões.

A gestão do Frigorífico será no módulo PPC (público-privado-comunitário). Nesse tipo de parceria os produtores não serão meros entregadores de matéria-prima. A Cooperativa AgroAves Alimentos irá repassar 6% do faturamento líquido da empresa para os produtores.

Consumo local de frango – O mercado de frango congelado, tanto interno como externo, está em expansão. Seu grau de risco vai de baixo a médio, considerando-se o custo das commodities do milho e farelo de soja e doenças sanitárias como a new castle e influenza aviária. Além disso, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda, o consumo médio mensal de frango industrial congelado inteiro no Estado, de janeiro a dezembro de 2004, foi de 516,5 toneladas. Esse número pulou para 610 toneladas em 2005 e 750 toneladas em 2006.