Comunicação leva emoção da Chama Olímpica ao público acreano

Sentimento de alegria e orgulho deu o tom da passagem da Chama Olímpica (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Sentimento de alegria e orgulho deu o tom da passagem da Chama Olímpica (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Em um momento histórico do Acre, o Sistema de Comunicação do Estado participou ativamente da passagem da Chama Olímpica por Rio Branco, na última terça-feira, 21 de junho. O trabalho realizado em rede, entre as rádios Aldeia e Difusora, TV Aldeia e agência Notícias do Acre, levou para o espectador todas as informações e emoções possíveis do trajeto que cortou a cidade, levando a população para as ruas.

Tal qual a Poronga dos seringueiros amazônicos, a tocha olímpica ilumina o caminho em meio à escuridão. Foi com esse objetivo que ela nasceu na Grécia antiga,  776 anos antes de Cristo. Nasceu para iluminar a escuridão dos corações humanos.

A mitologia grega diz que Prometeu roubou o fogo de Zeus e deu aos humanos. E para simbolizar a entrega do fogo ao homem, os gregos organizaram corridas de revezamento durante as quais os atletas passavam a tocha entre si até que o vencedor cruzasse a linha de chegada.

Os jogos Olímpicos honravam a Zeus e a outras divindades. Também marcavam períodos de paz em meio às constantes guerras entre povos da antiguidade. Os corredores viajavam pela Grécia declarando a “trégua sagrada” a todas as batalhas entre as cidades rivais. A chama queimava durante os jogos como um sinal de pureza, razão e paz.

Os gregos pararam de organizar os Jogos Olímpicos por cerca de mil anos, e o revezamento de tochas e o ascender da chama também acabaram. As Olimpíadas voltaram em 1896, e o revezamento de tochas veio um pouco depois.

O significado dessa chama universal reacendeu o coração dos acreanos na passagem da Tocha Olímpica por Rio Branco. Mais de 90 mil pessoas foram às ruas para vê-la passar por diversos pontos da cidade, e muitos também a acompanharam pela televisão, pelo rádio e os modernos celulares que se conectavam às redes sociais.

À equipe do nosso Sistema Público da Comunicação não faltou entusiasmo e competência para fazer um registro consciente e amoroso do símbolo que prega a mensagem do bem pelo mundo. “Essa cobertura se tornou em um grande modelo do que pretendemos continuar fazendo. Uma ação em realmente integrada entre a Rede Pública de Comunicação e a agência Notícias do Acre. Com isso, fortalecemos todas as ferramentas que temos disponível. Além da TV, do site, das rádios, utilizamos bastante as redes sociais, ousando e interagindo com a comunidade”, informa a secretária de Comunicação, Andréa Zílio.

Foram mais de 100 profissionais envolvidos na cobertura entre jornalistas, editores, cinegrafistas, redatores, motoristas, designers e produtores. Alexandre Nunes, diretor executivo da Fundação Aldeia, destacou que o desafio foi grande e que o sentimento de realizar inspirou a equipe. “Não podíamos enquanto sistema de comunicação do Estado ficar fora desse dia. Não medimos esforços e com muita criatividade, ousadia e alegria, apresentamos diante de nossa realidade, com a força do coletivo, uma cobertura ao vivo de todos os momentos que a chama olímpica esteve em nossa cidade”, explica Nunes.

O trabalho gerou espaço para materiais produzidos pela própria população durante o evento, como a publicação mostrando a apresentação do grupo musical Cobras Dance, que teve mais de 16 mil visualizações. “Inovamos dando a possibilidade de transmitir ao vivo direto do Facebook para TV, fazendo transmissões aéreas ao vivo na página de Facebook da Agência. São desafios que aparecem e abraçamos com entusiasmos, com a certeza de que dá pra ampliar ainda mais e fortalecer a parceria com a população”, explica Andréa.

Pessoas de todas as idades, gênero, cor e raça, religião e classe social estiveram representadas entre os escolhidos para carregar a chama sagrada. E estes, emocionados, sinalizaram para uma sociedade possível, em que prevaleça a solidariedade, a simplicidade, o afeto, a compreensão, a tolerância, a harmonia entre as diferenças, enfim, a paz e a luz.

O Acre se comportou como um campeão olímpico!

Com contribuição de Arison Jardim