Qualidade

Após oito meses, abatedouro reinicia atividades em Capixaba

Com um corte inicial de dez animais, o abatedouro Estrela do Norte reiniciou suas atividades esta semana em Capixaba. A carne bovina produzida atenderá os açougues do município e o estabelecimento terá capacidade para abater de 160 a 240 animais por mês.

Em novembro de 2016, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) interditou o estabelecimento por não atender às normas técnicas e sanitárias e cassou a Guia de Trânsito Animal (GTA) do matadouro.

Desde então, o Idaf prestou auxílio técnico na reforma. Foram feitas correções na estrutura e adquiridos equipamentos modernos, como a esteira elevatória e a pistola de compressão.

“A gente ganha no processo produtivo e principalmente em qualidade e higiene do produto. A parceria com o Idaf foi muito importante para nós”, relata o empresário Walney Ortiz.

O instituto ofereceu treinamento para os funcionários, que passam a trabalhar no corte da carcaça do animal.

Economia

De acordo com o cadastro no Idaf, Capixaba tem um rebanho de 150.603 mil bovinos, com os índices de cobertura vacinal contra aftosa que ultrapassam 99%. A região apresenta um gado de boa qualidade.

“A sanidade animal é ponto fundamental para que a economia acreana tenha êxito. Nosso gado é um produto reconhecido nacional e internacionalmente”, disse o diretor-presidente do Idaf, Ronaldo Queiroz.

O secretário municipal de Agricultura, José Nilton, destacou a participação do pequeno produtor na economia do município. “A reabertura deste abatedouro vai garantir uma carne de melhor qualidade e movimentar a economia daqui.”

Carne bovina produzida atenderá os açougues do município (Foto: Hugo Costa/Secom)

Abate clandestino

O produto oriundo dessa forma de abate não passa por qualquer tipo de fiscalização e pode causar doenças graves, além de envolver problemas ambientais e fiscais. O papel do Idaf é fiscalizar e coibir qualquer prática clandestina.

O médico veterinário do Idaf, José Lucenildo de Lima, afirma: “A preocupação é com a saúde pública. A carne sem inspeção pode transmitir tuberculose e brucelose, doenças zoonóticas que transmitem dos humanos para os animais e dos animais para os humanos”.