Abate para comercialização de aves inicia nesta segunda-feira

Meta de 7500 aves/dia será atingida em trinta dias. O produto já está certificado junto ao Ministério da Agricultura 

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Francisco da Silva é um dos 132 produtores rurais a fazer parte da cadeia produtiva. Ele conta que recebeu 3.500 aves, e que o índice de mortalidade foi bem inferior ao esperado (Foto: Angela Peres/Secom )

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O sonho dos produtores rurais do Alto Acre envolvidos na cadeia produtiva do Complexo Agroindustrial de Aves começa a se tornar realidade. Depois de sucessivas inspeções do Ministério da Agricultura, o abatedouro recebeu autorização para iniciar o abate e para comercializar o produto. Antes da liberação, aconteceram por algumas semanas abates para teste.

O Ministério da Agricultura é responsável pela inspeção e fiscalização industrial e sanitária de produtos de origem animal, destinados ao comércio nacional e internacional, e também pela aplicação de medidas para prevenção e manutenção da saúde animal e humana. Após as avaliações, os empreendimentos recebem o SIF (Serviço de Inspeção Federal) e era justamente essa certificação que o complexo agroindustrial de Brasiléia faltava receber para começar a produzir em grande escala.

As primeiras aves para comercialização começam a ser abatidas nesta segunda-feira, 4, e no dia seguinte os acreanos já podem encontrar o produto nas gôndolas dos supermercados.

“A expectativa cresce com o início do abates das aves”, comemorou o produtor familiar Francisco Silva. Ele lembra que, desde a primeira fase do projeto, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar, oferece orientação técnica. Os equipamentos para manter os aviários foram adquiridos em parceria entre o governo e os produtores. Mais de 130 famílias estão diretamente envolvidas com a cadeia produtiva do Complexo.

A base operacional do abatedouro é composta por 45 trabalhadores de Brasiléia e de Epitaciolândia de forma direta.

O Complexo é mais um dos empreendimentos da região do Alto Acre baseado na relação entre governo, comunidade e iniciativa privada. O projeto começou a se desenvolvido na gestão do ex-governador Jorge Viana, e a empresa Acre Aves Alimentos Ltda detém a concessão de gestão com 94% das cotas do capital social e a Cooperativa de Produtores de Aves do Alto Acre (Agroaves), que reúne as comunidades de avicultores, com participação de 6%. A previsão é que cada família obtenha renda que varia de um salário mínimo a R$ 840 ao mês fornecendo frango para o abatedouro.

De acordo com o secretário de Extensão Agroflorestal e de Produção Familiar, Nilton Cosson, a administração através da parceria Público-Privada-Comunitária (PPC), consolida a participação dos produtores familiares para o desenvolvimento sustentável do Estado. “Nosso compromisso é investir na promoção da área rural do Acre”, finalizou o secretário.

No prazo estimado de trinta dias, a partir da data do primeiro abate para comercialização, a meta de 7500 aves/dia já terá sido atingida.