Embrapa e Incra assinaram termo de cooperação técnica para estudar veneno natural a partir do extrato do timbó

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Objetivo da parceria é apresentar alternativa de defensivos naturais para o cultivo de feijão aos produtores assentados no Acre (Foto: Sérgio Vale/Secom)

A vaquinha-do-feijoeiro, uma praga que ataca cultivos de feijão, será combatida com inseticidas naturais extraídos a partir do extrato de timbó. A praga desfolha os feijoeiros e tira a capacidade de a planta produzir vargens. Para combater o mal, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assinaram hoje, 10, um termo de cooperação técnica. A expectativa é que dentro de 18 meses a tecnologia esteja disponível para pequenos produtores.

O defensivo natural será pesquisado a partir do efeito tóxico do extrato de timbó de forma isolada e associada ao óleo da pimenta-longa. O timbó é uma planta tradicionalmente utilizada pelas populações da floresta para envenenar e apanhar pequenos peixes em igarapés.

Segundo o superintendente do Incra, Carlos Augusto Lima Paes, 70% da alimentação que chega à mesa do acreano é proveniente de assentamentos agrários. “Pouco produtores usam venenos naturais, o que pode prejudicar a saúde do consumidor. Nossa preocupação é buscar meios científicos para levar ao produtor alternativas naturais ao veneno químico para o combate às pragas”, disse. O Incra será responsável pela logística necessária para auxiliar os pesquisadores da Embrapa.

Segundo o pesquisador da Embrapa, doutor Murilo Fazolin, a vantagem na utilização de bioinseticidas está na redução do uso de produtos químicos, que podem causar contaminação do solo e criar pragas resistentes, além de prejudicar a saúde do agricultor. Fazolin já desenvolve o estudo contra a vaquinha-do-feijoeiro em conjunto com o pesquisador do Incra, o engenheiro agrônomo Márcio Rodrigo Alécio.