Suframa investe R$ 192,2 milhões na Amazônia Ocidental

Recursos vão atender estados da Amazônia Ocidental e a cidade de Macapá (AP)

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vai investir R$ 192,2 milhões na sua área de atuação neste ano, a Amazônia Ocidental (estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia) mais Macapá, capital do Amapá. Os recursos são provenientes do descontingenciamento feito pelo governo federal em 2007, que contou com forte apoio da bancada da Amazônia no Congresso Nacional, e de emendas apresentadas por parlamentares do Acre, Rondônia e Amazonas.

Na segunda-feira, 28, nove prefeitos amazonenses assinaram convênios com a Superintendência: os de Tabatinga, São Sebastião do Uatumã, Japurá, Rio Preto da Eva, Silves, Nova Olinda do Norte, Manaquiri, Iranduba e Borba. O prefeito de Rio Preto da Eva e presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Anderson Souza, destacou o empenho da instituição em garantir os recursos. “Antes assinávamos o convênio e ficávamos esperando o descontingenciamento”, recordou o prefeito.

Dos 153 municípios que formam a região em que a Suframa atua, 74 tiveram projetos contemplados. Os investimentos são em infra-estrutura econômica, apoio a iniciativas que visam agregar valor aos produtos regionais, e na formação de capital intelectual. Ao todo são 187 projetos com recursos garantidos, sendo 55 no Acre, 46 em Rondônia, 32 no Amazonas, 11 em Roraima, um em Macapá e 42 de entidades da região, explica a coordenadora geral de Desenvolvimento Regional da Superintendência, Eliany Gomes.

Após ter a maior parte dos seus recursos contingenciada nos últimos anos, a superintendente da Suframa, Flávia Grosso, explica que a instituição retoma sua política de interiorização do desenvolvimento com força plena neste ano. “Os recursos são importantes porque potencializam a economia regional, fortalecendo, desta forma, a política do modelo, que é de irradiar desenvolvimento socioeconômico na Amazônia”, ressalta a dirigente.

No Amazonas, a superintendente destaca os projetos na área de infra-estrutura, de certificação de produtos não-madeireiros, implantação de agroindústrias de fécula, pescado e frutas, de assistência técnica e extensão rural do Programa Zona Franca de Verde, do governo do Amazonas, e fomento ao Programa Estratégico de Ciência e Tecnologia 2007 a 2012 – Acelera Amazonas. Em comum, estes e os demais projetos no Estado visam o desenvolvimento em bases sustentáveis.

Com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a autarquia tem convênio de R$ 25 milhões para a 1ª etapa de revitalização do sistema viário do Distrito Industrial da ZFM. Na área do Distrito Agropecuário, a Superintendência vai investir R$ 2,5 milhões na recuperação de estradas vicinais e ramais. Já o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) vai receber cerca de R$ 1 milhão para a continuidade do processo de implantação de infra-estrutura de laboratórios, gestão e organização do Centro. Neste semestre o CBA conclui este processo.

Planejamento fortalecido – A partir de abril a autarquia estará operando sua política de desenvolvimento regional orientada por um novo planejamento estratégico, desta vez construído com base nas discussões promovidas pela Superintendência nos estados em que atua. O grupo de especialistas que coordena o projeto Arara, de revisão do plano de ações para o período de 2008 a 2011, com cenários até 2025, apresentou propostas que estão em estudo ao ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger.

Entre elas, estão a de criação do Instituto de Tecnologia da Amazônia, o ITA do Norte, que terá como missão capacitar recursos humanos em áreas de futuro, como em Tecnologia da Informação (TI) e em nanotecnologias. Unger esteve em Manaus na primeira quinzena de janeiro como parte de sua agenda de reuniões com governos, setor produtivo, trabalhadores e comunidade científica, que tem como objetivo a coleta de informações que subsidiarão o plano de desenvolvimento que está desenvolvendo para o País, tendo a Amazônia como prioridade.

Fonte: Agência Sebrae

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