Servidor da Polícia Civil: apoio aos direitos humanos e a serviço da comunidade

Investimentos do governo do Estado fortalecem ações

operao_dapc_2.jpg
 

operao_varredura_-_27.03.11_7_-_capixaba.jpg

Na Polícia Civil do Acre, vários exemplos de comprometimento com a causa estão presentes no dia-a-dia do investigador de polícia, do delegado, do escrivão e do pessoal do quadro de apoio (Assessoria Policia Civil)

O servidor público é peça fundamental para uma boa administração, seja da União, Estado, Distrito Federal e Município. Na Polícia Civil do Acre, vários exemplos de comprometimento com a causa estão presentes no dia-a-dia do investigador de polícia, do delegado, do escrivão e do pessoal do quadro de apoio.
 
Michel Eyquem de Montaigne, escritor e ensaísta francês, disse certa vez: a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil ao maior número de pessoas. Seguindo esse horizonte, os técnicos em Segurança Pública da Polícia Civil perseguem o objetivo de ser a melhor Polícia Civil da Amazônia, reconhecida pela qualidade, transparência, ética e comprometimento nos serviços prestados à sociedade.
 
Exemplo de desprendimento pode ser observado na avaliação do agente de polícia Francisco Cordeiro Ribeiro. "O investigador de polícia, como é sabido por todos, exerce, com autonomia ou sob supervisão, atividades de natureza qualificada e complexa, relacionadas às investigações e operações policiais, com vistas à preservação, bem como na apuração de condutas que caracterizam infrações penais, sendo um agente do Estado democrático de direito, com o compromisso de agir em consonância com os princípios éticos, técnicos e legais", observa.
 
Segundo ele, o policial civil acreano não tem medido esforços, apesar das dificuldades, para conquistar a confiança e a cooperação do público, pois vem mantendo em todos os momentos o alto nível da sua ética profissional e conduta moral, respeitando e protegendo a dignidade humana, mantendo e apoiando os direitos de todas as pessoas, servindo à comunidade e protegendo-a contra atos ilegais, empregando força quando estritamente necessária e na medida exigida para o cumprimento do seu dever, não tolerando qualquer ato de tortura ou qualquer outra pena ou tratamento cruel, desumano ou degradante.
 
Restabelecer a ordem

Trata-se de homens e mulheres preparados para enfrentar as adversidades na selva, nos centros urbanos, rios e serras; de dia ou de noite, capazes de sacrificar suas vidas para garantir ao seu semelhante o direito e ir e vir. Pessoas que restabelecem a ordem pública, nos municípios acreanos, nas vilas, seringais e povoados, em qualquer lugar onde a paz for ruída.
 
O trabalho da Polícia Civil é continuo. Recentemente uma equipe da PC, comandada pelos delegados Wanderlei Thomas e Antônio Alceste, conseguiu chegar ao paradeiro de doze menores de idade que estavam escondidos na região da comunidade Boca do Caeté. Os adolescentes escaparam de uma unidade de internação na cidade de Sena Madureira, porém, mesmo com toda a esperteza dos garotos, a polícia armou um cerco e evitou que eles continuassem o plano de fuga.
 
Além dos policiais civis de Sena, a busca aos fugitivos contou com o apoio de uma equipe do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI) e do Grupo Especial de Capturas da Polícia Civil (GECAPC). O helicóptero João Donato foi destinado a Sena Madureira para que uma equipe realizasse sobrevoos em algumas regiões do município. O secretário da Polícia Civil, Emylson Farias, acompanhou a ação policial.
 
O chefe de polícia lembra que muitas operações têm sido realizadas com sucesso pela PC, em todo o Estado. Emylson Farias parabeniza a todos os servidores públicos, de maneira especial os servidores da Polícia Civil, pelo Dia do Servidor Público, comemorado no dia 28 de outubro, cuja origem está no decreto 1.713 de 1939.
 
Polícia Técnica

Técnica, comprometimento e muita habilidade. Esses são apenas alguns atributos dos peritos que atuam no âmbito criminal, imprescindíveis para desenvolver no dia-a-dia uma boa averiguação. No Acre, uma das regiões mais isoladas da Amazônia, os servidores da área atuam com um grau de dificuldade potencializado.

Nos 22 municípios acreanos, os peritos e auxiliares se deparam com situações incomuns, quando comparadas com restante do país. Por exemplo, na remoção de um corpo na cidade do Jordão, dependendo da localização, o perito criminal só alcança o local após horas/dias de caminhadas pela floresta, ou em animais, viagem de canoa ou batelões.
 
Para chegar à capital, quando necessita de um procedimento de autopsia, o traslado é feito também em pequenas aeronaves. Apenas um nível de dificuldade a mais? Não. Há o risco de comprometer o material a ser pesquisado, refletindo diretamente na atividade fim – a condenação ou absolvição do autor do delito, visto que o trabalho desses servidores tem a finalidade de produzir a prova fiel e evitar a impunidade e a injustiça.
 
Sem o corpo técnico-pericial, administrativo e logístico, o Departamento de PolíciaTécnico-Científica (DPTC) não conseguiria apurar as diversas circunstâncias e autoria de eventos delituosos, na forma da prova material.  O perito criminal é o policial civil à serviço da Justiça.
 
Por reconhecer a importância desse trabalho para o cidadão e em respeito aos servidores da área (peritos, auxiliares de necropsia, legistas, agentes de polícia, apoio e diretores), o governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Polícia Civil (SEPC), canalizou investimentos em equipamentos de tecnologia avançada, capacitação e contratação de pessoal. Também criou o complexo de pericia da Polícia Judiciária do Acre, um dos mais modernos do Brasil, e dotou o DPTC de viaturas, humanizando os serviços.