Senador acompanha audiência sobre transposição do Rio São Francisco e faz discurso a favor do projet

O projeto tem um custo estimado de R$ 4,5 bilhões e envolve a participação de 12 ministérios

O Senado Federal promoveu na manhã desta quarta-feira, 14,  uma audiência pública para discutir o projeto de Transposição do Rio São Francisco. Membro da Comissão de Direitos Humanos, que promoveu a audiência, o senador Sibá Machado (PT/AC) é favorável ao projeto.

Ele aproveitou a oportunidade para fazer um apelo a todos os intelectuais brasileiros para que emprestem sua inteligência para resolver o problema da seca do Nordeste para o qual, segundo ele, a integração da bacia hidrográfica do São Francisco é uma das soluções. Sibá disse que da mesma forma que a energia elétrica é produzida de diversas fontes e distribuída para todo o Brasil, a água do São Francisco também deve ser distribuída de forma solidária.

O parlamentar acreano informou ainda que hoje todos os brasileiros pagam uma taxa na sua conta de energia elétrica para financiar a produção de energia para os brasileiros da Amazônia que não dispõem de conexão com a rede de distribuição da energia das grandes hidrelétricas.

Além do senador Sibá, falaram em defesa do projeto, Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional; Ciro Gomes, deputado federal e ex-ministro da Integração; e dom Aldo Di Cillo Pagotto, presidente do Comitê Paraibano em defesa da Integração do São Francisco. A qualidade dos estudos técnicos que embasam as obras, os debates realizados com a sociedade e o benefício a 12 milhões de nordestinos foram os principais argumentos apresentados por aqueles que defenderam a transposição.

Contra o projeto se manifestou dom Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra (BA) que chegou a fazer grave de fome para barrar a obra. O bispo disse que a água a ser disponibilizada pela transposição beneficiará o grande agronegócio e não servirá para matar a sede da população rural do semi-árido ou viabilizar as atividades produtivas dos pequenos agricultores. Também falaram contra o projeto Apolo Lisboa, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, os atores Letícia Sabatella, Osmar Prado e Carlos Vereza.

O projeto tem um custo estimado de R$ 4,5 bilhões e envolve a participação de 12 ministérios. Prevê a construção de dois grandes canais de ligação do São Francisco a bacias menores: o Eixo Norte, que levará água para os sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, e o Eixo Leste, que beneficiará parte do sertão e as regiões agreste de Pernambuco e da Paraíba.

O governo prevê que, até 2025, serão beneficiadas 60 cidades e uma população de 12 milhões de nordestinos. As obras do projeto foram iniciadas em junho de 2007, com os trabalhos de topografia e construção de uma barragem e dois canais de aproximação do rio com as estações de bombeamento, na região de Cabrobó (PE).

Assessoria / Gabinete do Senador Sibá Machado