SEE recebe a visita de professor do Instituto de Física da USP

Educadores discutiram os desafios da interface ciência e educação

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Equipe da SEE apresentou a proposta curricular de Física (Foto: Assessoria/SEE)

A Secretaria de Estado de Educação recebeu a visita na última sexta-feira, 7, do professor da Universidade de São Paulo (USP), doutor em Física, Luís Carlos de Menezes, um dos construtores da matriz curricular do primeiro Enem, para dialogar sobre os desafios de se construir um modelo de escola da/e para a comunidade, em que esteja pautada no convívio com as diferenças.

A diretoria de ensino, representada pelo técnico Aires Pergentino, apresentou a proposta curricular de física que é trabalhada nas escolas do Estado, construída a partir de capacidades a serem desenvolvidas no convívio escolar. "O que estamos propondo na escola hoje é um currículo voltado para capacidades, onde o aluno se apropria de conhecimentos para construir a própria realidade", explica a assessora da coordenação de Ensino Médio da SEE, Nágila Dourado.

Na quinta-feira, 06, Luís Carlos realizou uma palestra para os alunos de física da Universidade Federal do Acre, instituição que o convidou, com o tema Ciência e Educação no século XXI. "O Acre é um Estado jovem e com uma personalidade variada, a escola aqui se constitui um espaço de criação, onde se constrói o conhecimento dentro da comunidade", comentou o professor da USP.

Na reunião, cerca de trinta professores falaram sobre a necessidade urgente de se estabelecer uma união entre os projetos da educação básica com os do ensino superior, no intuito de quebrar as fronteiras existentes entre a formação do professor com a realidade escolar. "O grande desafio é tornar a escola um ambiente vivo, atrativo e plural, onde se consiga relacionar o conhecimento escolar com as vivências e leituras de mundo do aluno", esclarece a Secretária de Estado de Educação, Maria Corrêa.

O Acre, desde 1999, vem desenvolvendo projetos de formação e qualificação de seu quadro de docentes. Foram 9,8 mil profissionais formados pelos programas desenvolvidos pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Educação, com um investimento de R$ 47 milhões, o que demonstra saltos qualitativos da educação no Estado.

Outro aspecto discutido pelo visitante  foi o modelo de educação indígena desenvolvido no Acre. Na oportunidade os técnicos da SEE relataram sobre as experiências vivenciadas por esta modalidade de ensino. "A educação indígena se constitui diferenciada por ter superado um modelo tradicional, pois o processo de ensino se dá a partir da pesquisa do mundo em que se vive e não importando modelos", explica a técnica em educação escolar indígena, Lene Ferreira.