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Saúde promove curso de Vigilância Epidemiológica em Hepatites Virais e Sífilis

Em alusão ao mês de conscientização e luta contra as hepatites virais, Julho Amarelo, cujo slogan da campanha “Sem perceber, você pode ter”, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) chama atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento com a realização do Curso Básico de Vigilância Epidemiológica em Hepatites Virais, Sífilis e HIV, que se iniciou nesta segunda-feira, 23.

O diretor de Vigilância em Saúde da Sesacre, Moisés Viana, explica que o treinamento, que reúne profissionais em saúde dos 22 municípios, entre técnicos, enfermeiros da Atenção Básica e Vigilância Epidemiológica, tem como proposta aprimorar o conhecimento técnico e científico desses profissionais em relação a essas doenças.

“Temos uma semana com programação bem intensa, considerando o Julho Amarelo, mês que a gente dedica à intensificação de ações e prevenção, em especial as hepatites virais, sendo que o HIV também não deixa de ficar dentro dessas intensificações. Trazemos os municípios para que juntos a gente possa fazer algumas atualizações, com a presença do técnico do Ministério da Saúde que trabalha nessa área e que veio ao Acre para nos apoiar”, destaca.

Abertura do curso teve a presença do secretário de Saúde Rui Arruda (foto: Júnior Aguiar)

O secretário de Saúde, Rui Arruda, participou da abertura do treinamento, que acontece no auditório do Nóbile Suítes Hotel durante toda a semana. Ele agradeceu a presença de todos os municípios e falou sobre a importância do evento, que reforça as ações de trabalho preventivo nas regiões de saúde. Arruda aproveitou a ocasião para falar sobre outros casos de doenças que também podem ser evitadas, a exemplo do sarampo, que mesmo com a disponibilidade de vacina volta a assustar os país.

“Temos que ser guerreiros incansáveis para levar informações, falar e reforçar a importância da prevenção e também da vacinação. Hoje, o fantasma do sarampo volta a assustar o país, uma consequência de uma geração que não viveu surtos, como da poliomielite, e que deixou de se imunizar, de levar seus filhos para vacinar. Portanto, esse momento de treinamento é um investimento no profissional, nas ações de saúde nos municípios”, defende Arruda.

No Acre, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan), de 2007 a 2017 foram registrados 11.142 casos de hepatites, sendo 53% de hepatite B, 21% hepatite A, 19% hepatite C e 7% de hepatite Delta.

Contudo, observa-se uma oscilação nesses dez anos, mas com redução significativa nas notificações de casos das hepatites A (19,4%), B (10,8%) e Delta (21,3%), entre os anos de 2016 e 2017, com acréscimo de 8% na incidência da hepatite C nesse mesmo período. Essa redução de casos é fruto das ações de prevenção que vêm sendo desenvolvidas em todos os municípios do Estado.

“O treinamento é uma forma de aprimorar conceitos, especialmente para a nossa região, que concentra boa parte de indígenas. Estamos falando de doenças que são comuns, graves e que podem ser evitadas, com educação, conscientização e fortalecimento das ações de saúde”, destaca o coordenador da Vigilância Epidemiológica do Jordão, Antônio Santos.

O trabalho preventivo é intensificado no mês de julho, nos 22 municípios, com ações em escolas de ensino médio, em parceria com a equipe de jovens multiplicadores do “Se Liga Aí” e instituições públicas.