Saúde da População Negra

A inclusão e equidade em vários patamares da sociedade acreana

Um dos eixos da programação do “Mês da Consciência Negra” é a questão da saúde, com o objetivo de chamar atenção às particularidades desta com relação à raça, a fim de garantir o acesso universal e igualitário ao SUS, para promoção, proteção e recuperação da saúde desse extrato da população.

Em Rio Branco, houve mobilizações em unidades de saúde, distribuição de materiais educativos, realização de alguns serviços públicos no “Senadinho”, e concluiu-se com uma roda de conversa com usuários e funcionários da saúde do Centro de Saúde Ari Rodrigues, no bairro Seis de Agosto.

Em Rio Branco, houve mobilizações em unidades de saúde, distribuição de materiais educativos, realização de alguns serviços públicos no Senadinho (Foto:Victor Augusto)
Em Rio Branco, houve mobilizações em unidades de saúde, distribuição de materiais educativos, realização de alguns serviços públicos no Senadinho (Foto:Victor Augusto)

Em Rio Branco, houve mobilizações em unidades de saúde, distribuição de materiais educativos e realização de alguns serviços públicos no Senadinho (Foto:Victor Augusto)

Essas atividades foram realizadas pelo Comitê Técnico de Saúde da População Negra e Equipe de Saúde da Secretaria de Saúde de Rio Branco, Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial (CGPIR) Coordenadoria Municipal da Mulher, Gabinete do Deputado Federal Sibá Machado, Rede Acreana de Mulheres e Homens, Secretaria Municipal de Governo e Articulação Institucional e a Coordenadoria Geral do Comitê Gestor de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

“Os gestores e funcionários da saúde precisam se sensibilizar com essa questão. É importante evidenciar que há doenças com maior incidência sobre a população negra, comprovadas cientificamente, tais como anemia falciforme, diabete mellitus, deficiência da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase, entre outras. Isso é uma questão pública e de grande relevância, já que mais de 70% da população do nosso estado é negra”, afirma a coordenadora do CGPIR, Lúcia Ribeiro.

Segundo o Ministério da Saúde, a população negra brasileira, devido à miscigenação de negros procedentes de várias regiões africanas com características genéticas e culturais peculiares e, posteriormente, pela miscigenação entre negros e brancos ocorridas no país, apresenta uma especificidade genética que a distingue do resto do mundo. A atual frequência, distribuição e causalidade das doenças mais incidentes na população brasileira afro-descendente são influenciadas por estas características de ordem genética e ainda fortemente por fatores socioeconômicos que incluem o regime de escravatura vivido até o final do século 19 e a posterior situação de exclusão social, presente até nossos dias, de grande parcela da população.

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